CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Delegados dizem a Valeixo que sentem que PF está ‘relegada a segundo plano’

No documento, os delegados dizem ainda que sentem que assuntos fundamentais para a corporação estão paralisados. Nesse sentido, pedem que Valeixo tome com urgência providências para...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Os delegados da Polícia Federal acreditam que a corporação está “relegada a segundo plano” quanto às principais políticas anunciadas pelo Ministério de Justiça em 2019. Em ofício enviado ao diretor-geral da PF Maurício Valeixo, na sexta, 25, a Associação Nacional de Delegados de Polícia Federal (ADPF) diz entender que as expectativas de que a corporação viveria, na gestão de Sérgio Moro, “um período de fortalecimento, preparação e formação de um legado” não estão se confirmando.

No documento, os delegados dizem ainda que sentem que assuntos fundamentais para a corporação estão paralisados. Nesse sentido, pedem que Valeixo tome com urgência providências para as questões sejam retomadas – “seja com a adoção de medidas internas de sua alçada, seja com as gestões necessárias junto às instâncias governamentais, bem como a defesa firma das atribuições constitucionais junto ao Ministério da Justiça”.

Segundo a ADPF, as medidas devem ser tomadas para que a Polícia Federal “de fato vivencie avanços compatíveis com as expectativas geradas pelos discursos de preservação e fortalecimento da instituição”.

Os delegados elencam os assuntos que, segundo eles, estariam paralisados: a remuneração do trabalho em período de folga concedida para a Polícia Rodoviária Federal, mas não aplicada à PF; a correção do valor de suas diárias, que desde 2009 não ocorre; o efetivo defasado em mais de 4.500 servidores; o fato de a corporação não fornecer serviços e assistência médica.

Os Policiais Federais também dizem que há anos pleiteiam uma reestruturação da corporação, que não aconteceu. Em outubro foi publicado um decreto que reorganiza a PRF.

No ofício, a ADPF alega ainda que o Ministério da Justiça tem ignorado o ordenamento jurídico e permitido a exclusão da PF da coordenação de sua função de investigar – “como no caso das equipes conjuntas de investigação, em que se permitiu que o Ministério Público Federal assinasse acordo direto com o ente estrangeiro, sem qualquer participação da PF”.

Além disso registram que o Ministério “não vem zelando pela cooperação e bom entendimento entre os órgãos que compõem sua pasta, promovendo animosidades institucionais”.

Ele apontou o melhor caminho, segundo sua avaliação, para reforçar e estimular as polícias de investigação. “Para tanto precisamos de mais recursos humanos, recursos tecnológicos, recursos financeiros, mas também treinamento.”

Em setembro, durante evento, o ministro Sérgio Moro, que comanda a pasta de Justiça e Segurança Pública no governo Jair Bolsonaro, comentou sobre a atribuição constitucional das Polícia Judiciárias. Na ocasião, Moro defendeu o fortalecimento de tais unidades e disse que o caminho para isso seria reforçar e estimular as polícias de investigação

Defesa

A Polícia Federal não comentou o documento da Associação dos Delegados.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN