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Criança que viu mãe ser morta pelo pai tem flor para lembrar dela; acusado vai a júri nesta sexta

A mulher foi morta com 18 facadas, desferidas pelo marido, em janeiro do ano passado...

Publicado em

Por Luiz Oliveira

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“Ela me disse assim: quero plantar uma rosa da cor rosa, que é a cor que a minha mãe mais gostava”. Com essa frase, o avô da garotinha descreve o sofrimento de uma criança de três anos, que viu a mãe, identificada pelas inicias D. E. A., ser assassinada pelo pai, E. B. S., em janeiro de 2019.

M. J. é pai de D. E. A. e avô da pequena de três anos. Ele diz que está na expectativa de ver justiça ser feita às vésperas de E. B. S. ser julgado, nesta sexta-feira (23), pelo Tribunal do Júri de Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba.

Em entrevista à Banda B, M. J. contou que os últimos doze meses têm sido de muito sofrimento e que a filha de D. E. A. encontrou na flor uma forma de manter viva a memória da mãe. “Hoje ela olha para a flor e fala para a gente que aquela é a mamãe dela. Para a gente, é uma maneira de dizer que está bem e que se sente protegida”, comenta.

A mulher foi assassinada em 14 de janeiro de 2019, em Fazenda Rio Grande. O suspeito foi preso logo em seguida, no Bairro Sítio Cercado, em Curitiba.

O caso ficou famoso pelas mais de 10 ligações de pedido de ajuda feitas à Polícia Militar. “É triste pensar nisso. Foram várias pessoas pedindo ajuda e se a polícia tivesse chegado a tempo, a D. E. A. talvez estivesse entre nós. Então o sentimento é de revolta, já que pagamos nossos impostos, mas quando ela precisou de ajuda, não foi atendida”, lamenta o pai da vítima.

Réu confesso pelo crime, E. B. S. segue preso e foi denunciado por feminicídio, com motivo torpe e meio cruel. Se condenado pode pegar até 30 anos de prisão.

Vigília

Crente a Deus, a família de D. E. A. realiza nesta quinta-feira (23) uma vigília, com orações que pedem a condenação do acusado. Segundo M. J., é uma forma de homenagear a vítima.

Além de contar como a filha da vítima está um ano após o crime, M. J. falou um pouco mais sobre E. B. S. e diz lamentar o que o ex-genro se tornou. “Na audiência de instrução, eu tive a oportunidade de olhar nos olhos dele e não existe remorso, ele fez o que queria. Ainda hoje, ele mantém um olhar autoritário e possessivo”, afirma.

Júri

De acordo com o advogado da família de D. E. A. e assistente de acusação no processo, Ygor Nasser Salmen, o autor do crime agiu com muita violência e a expectativa é de condenação. “Nós temos um marido extremamente ciumento, possessivo e que não aceita o fato de que a esposa viajou com a mãe e com o pai. Assim que ela chega em casa, ele pede o celular dela, que se recusa a entregar e começam as agressões. Ela sofre por mais de uma hora e, segundo a perícia, recebe 18 facadas”, explica.

Para o advogado de defesa, Luis Gustavo Janiszewski, porém o crime não é caracterizado como feminicídio. “A defesa do acusado está preparada e vai demonstrar ao Tribunal do Juri que, neste caso, não teve feminicídio. Não é uma tese, é o que tem nos autos. Nem todo crime, que tem como vítima a mulher, se trata de feminicídio. Vou demostrar ao Tribunal que E. B. S. não tinha possessividade por D. E. A. Foi uma briga de casal que, efetivamente descambou para onde não devia, mas que agiu sim sob violenta emoção”, finalizou Janiszewiski.

As informações são do site Banda B .

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