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Secretário de Saúde fala sobre avanço da Ômicron em Cascavel

Ele ressaltou a alta taxa de contaminação do novo coronavírus no município......

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Por CGN

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O  Secretário de Saúde de Cascavel, Miroslau Bailak, recebeu a imprensa na tarde desta segunda-feira (17) na sede da Amop (Associação dos Município do Oeste do Paraná) para tratar temas relacionados à saúde no Município.

Dentre os temas está o início da vacinação contra a covid em crianças em Cascavel.

A cidade recebeu na sexta-feira (14) a primeira remessa de doses de imunizantes para o público específico de 5 a 11 anos de idade e nesta semana os profissionais de saúde passarão por treinamento para dar início às atividades.

ÔMICRON

O secretário falou ainda sobre a variante Ômicron, que, segundo ele, tem diminuído o número de internações em países como África do Sul, Alemanha e EUA.

“Projetamos que teremos alta transmissibilidade até por volta do dia 25 a 28 deste mês, para então entrar com tendência de queda muito forte. Ela é altamente transmissível, porém com baixíssima gravidade”.

Miroslau disse que identifica diariamente pacientes com Covid em Cascavel, e que a doença evolui de quatro a cinco dias, com dor cabeça, dor de garganta e febre, e na sequencia não há a reação que nosso organismo provoca como quando entra em contato com a Delta ou outras variantes que já passamos, causando não há pneumonia, por exemplo.

“Não está mais provocando a reação que observávamos com a Delta, tanto que os médicos não pedem mais tomografia, porque não há indicação”.

Ele tranquilizou a população mesmo com a elevação dos números de contágio na cidade: “em relação à onda, quero tranquilizar a população, pois agora ela está, sim, parecendo ser uma gripe que permanecerá entre nós. Possivelmente o vírus entendeu que se ele matar o hospedeiro ele morre, e ele precisa se perpetuar”.

O secretário pediu paciência da população que procura por atendimentos nas unidades de saúde.

“Não tem como aumentar a capacidade de atendimento, já chamamos 144 novos servidores, mas não há trabalhadores de saúde em número suficiente disponível no mercado. Por isso, pedimos paciência, porque há demora, mesmo, é assim em todo o País, mas ninguém deixa de ser atendido”.

Ele citou como exemplo o número de atendimentos nas UPA’s da cidade:

“Ontem, na UPA Brasília, de 341 atendimentos, um dos dias mais tranquilos da semana, 159 (46%) eram pacientes respiratórios. Deles, 116 realizaram testes rápidos e 44 foram positivados (cerca de 50%). Os demais estavam com outros vírus que circulam no momento”.

“Na UPA Veneza, de 285 atendimentos – na sexta-feira (14) haviam sido 500 – foram 145 pacientes respiratórios, com 86 deles testados e 42 positivos”.

Na UPA Tancredo foram 303 atendimentos com 113 testes realizados.

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