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Imagem referente a Vereador de Cascavel “dá carteirada” para mãe entrar na hidroginástica no Ciro Nardi
Foto: Diego Cavalcante

Vereador de Cascavel “dá carteirada” para mãe entrar na hidroginástica no Ciro Nardi

O vereador foi ao ginásio e fez diversas ligações enquanto a mãe aguardava pela vaga....

Publicado em

Por Deyvid Alan

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Imagem referente a Vereador de Cascavel “dá carteirada” para mãe entrar na hidroginástica no Ciro Nardi
Foto: Diego Cavalcante

Você já ouviu falar em ‘carteirada’? A expressão tipifica a conduta de se utilizar de um cargo ou função pública ou invocar a condição de agente público para se eximir de obrigação legal ou para obter vantagem ou privilégio indevido.

Usualmente quem ‘dá carteirada’ tem o intuito de obter pequenas vantagens não financeiras, como por exemplo valer-se de sua condição para facilitar a obtenção de preferências, favores, tolerâncias e/ou cortesias, fato que, em condições normais, não seria acessível aos cidadãos comuns.

Não efetuar o pagamento de comidas ou bebidas em padarias, lanchonetes, restaurantes; “furar” fila; não ser autuado ao infringir normas de trânsito; ingressar em espetáculos, shows e cinemas sem pagar; frequentar casas noturnas sem pagamento; tratam-se da condutas vulgarmente denominadas de “carteirada”, prática que, infelizmente, é muito comum por parte de autoridades em nosso País.

Em Cascavel, uma moradora publicou nas redes sociais que um vereador do município teria cometido tal crime para conseguir colocar a mãe nas aulas de hidroginástica no Ciro Nardi.

A CGN conversou com a mulher que preferiu não se identificar, mas relatou que presenciou a situação pois estava sentada ao lado da mãe do vereador.

Segundo ela, por volta das 9 horas, começou a conversar com a mulher que estava com um atestado em mãos para fazer a inscrição da atividade que é oferecida de forma gratuita.

Durante a conversa, a mulher percebeu que o atestado estava rasurado, sem data, enquanto a mãe do vereador, até então não identificada como tal, comentava que precisava fazer hidro pois se tratava de orientação médica já que ela havia sofrido um ACV (Acidente Vascular Cerebral), mas as atendentes do local não teriam aceitado o documento por conta das rasuras.

Pouco depois o vereador teria ido ao local, conversou com a mãe e ficou fazendo várias ligações, enquanto a mulher continuava sentada e conversando com a denunciante e nesse momento teria se identificado como mãe do político.

Percebendo então que o vereador estaria usando sua influência para conseguir a vaga para a mãe, a denunciante disse para a mulher que aquilo era errado, que era crime e que ela não podia fazer aquilo, mas a mulher insistiu dizendo que sabia que não era correto, mas que naquele caso era uma necessidade.

Momentos depois um jovem uniformizado falou com o vereador, mas a denunciante não conseguiu ouvir se a resposta era positiva ou negativa para a vaga pleiteada pela mãe do político.

Segundo o relato da denunciante, ela chegou em casa com aquilo “engasgado” e decidiu fazer a publicação não como uma denúncia, mas como um desabafo, já que situações como essa infelizmente são recorrentes e por ter considerada absurda a atitude do vereador.

Em conversa com a CGN, a mulher disse que tem certeza que a publicação chegou ao conhecimento do vereador e que ele deve estar arrependido disso. Ela disse ainda que acredita que ele não fará mais isso e que se ele ganhou as eleições é porque o povo confiou nele e merece uma segunda chance. Por este motivo a CGN optou por não divulgar o nome do vereador, no entanto iremos entrar em contato para caso seja de sua vontade se manifestar sobre o assunto.

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