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Dólar fecha em R$ 4,18 em dia de poucos negócios por feriado nos EUA

Operadores e profissionais das mesas de câmbio voltaram a falar hoje que, pelos fundamentos macroeconômicos do Brasil, não há motivos para a moeda americana estar perto...

Publicado em

Por Agência Estado

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Em dia de poucos negócios, por causa do feriado nos Estados Unidos, o dólar voltou a subir, com os investidores na expectativa pelos eventos dos próximos dias, que têm como um dos principais o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que terá a presença de Donald Trump e do ministro da Economia, Paulo Guedes. O real começou a semana com o pior desempenho ante o dólar em uma cesta de 34 divisas. No mercado à vista, a moeda americana subiu 0,58%, terminando o dia em R$ 4,1887.

Operadores e profissionais das mesas de câmbio voltaram a falar hoje que, pelos fundamentos macroeconômicos do Brasil, não há motivos para a moeda americana estar perto dos R$ 4,20. Para os traders, o nível mais condizente seria o dólar na casa dos R$ 4,05/4,10.

Para a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, a expectativa por Davos é ver o que Paulo Guedes vai falar da agenda de reformas e da questão política. O ministro, diz ela, precisa passar ao investidor estrangeiro alguma confiança no avanço da agenda para tentar trazer de volta o capital externo, em um momento que o diferencial de juros do Brasil com o resto do mundo já está muito estreito.

A economista observa que um dos fatores que pressionaram o dólar é justamente a saída de investidores estrangeiros do Brasil. Somente na B3, o saldo de janeiro está negativo em R$ 6,579 bilhões até o último dia 16.

Operadores ressaltaram que também ecoaram no mercado de câmbio hoje declarações de Guedes durante o final de semana. O ministro repetiu o que havia dito na reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) em outubro que, com juro baixo, o Brasil terá que conviver com um dólar mais alto. A afirmação ocorre justamente em um momento que o mercado discute se vai haver novo corte de juros na reunião de fevereiro do Banco Central, observa um gestor.

Caso não haja corte de juros em fevereiro, o movimento será positivo para o real, na avaliação dos estrategistas do grupo financeiro holandês ING. “Em grande parte, as saídas de capital foram resultado de mudanças radicais na economia local na medida em que se ajustam a taxas de juros locais baixas”, observa o economista-chefe para América Latina, Gustavo Rangel, em relatório. O ING vê o dólar em média em R$ 4,15 nos próximos 30 dias, R$ 4,10 nos próximos três meses e R$ 4,00 nos próximos seis meses. “O desempenho do real nas últimas semanas representa a maior frustração entre as moedas da América Latina”.

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