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Imagem referente a Irati busca apoio do Estado para auxiliar o setor agrícola
Município solicitará ajuda para adquirir sementes de milho e feijão para produtores atingidos pelas chuvas da última semana Foto: Divulgação

Irati busca apoio do Estado para auxiliar o setor agrícola

Município solicitará ajuda para adquirir sementes de milho e feijão para produtores atingidos pelas chuvas da última semana...

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Por CGN 1

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Imagem referente a Irati busca apoio do Estado para auxiliar o setor agrícola
Município solicitará ajuda para adquirir sementes de milho e feijão para produtores atingidos pelas chuvas da última semana Foto: Divulgação

Em reunião realizada na tarde de segunda-feira (03), no salão nobre da Prefeitura de Irati, o Executivo decidiu solicitar apoio ao Governo Estadual na execução de ações para auxiliar os agricultores que tiveram prejuízos com a chuva de granizo dos últimos dias e com a estiagem que assola todo o Paraná. Inicialmente, o município está fazendo uma cotação de preços para aquisição de sementes de milho e feijão, que deverão ser entregues aos produtores mais prejudicados pelo granizo.

O secretário de Agropecuária, Abastecimento e Segurança Alimentar de Irati, Raimundo Gnatkowski, e a chefe do escritório regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB), Adriana Baumel, foram a Curitiba na terça-feira (04), para levar a demanda ao secretário Norberto Ortigara. Existe também a possibilidade de que o município adquira uma pequena quantidade de sementes com recursos próprios.

Depois, será feito um levantamento dos prejuízos causados pela estiagem, que também será enviado à SEAB. Na oportunidade, serão solicitados recursos para aquisição de um caminhão-pipa para atender as comunidades rurais.

Números preocupantes

Segundo análise feita pela Defesa Civil e pela Secretaria Municipal de Agropecuária, Abastecimento e Segurança Alimentar, cerca de 229 famílias foram afetadas pela chuva de granizo da última semana, o que gerou uma perda de investimentos aproximada de R$ 7,7 milhões. No total, o prejuízo pode ultrapassar os R$ 20 milhões aos agricultores. Em termos de área plantada, foram atingidos 750 alqueires de lavouras, sendo 51 de milho, 41 de feijão, 443 de soja e 218 de tabaco.

O prefeito Jorge Derbli, que esteve visitando as comunidades atingidas, confirmou que, além da solicitação de recursos para a compra das sementes, serão feitos contatos com os deputados Artagão Júnior (estadual) e Leandre Dal Ponte (federal), para que eles solicitem, junto às esferas superiores de governo, o envio de cestas básicas às famílias que deixarão de ter renda por conta da situação climática desfavorável.

“Além de perder a lavoura, que já estava comprometida com a estiagem, com o granizo foram 989 pessoas, em um primeiro momento, e 230 famílias que perderam o milho, o feijão, a soja e o fumo. Estamos trabalhando para conseguir, de uma forma ou de outra, uma ajuda dos governos federal, estadual e também municipal”, frisou Derbli.

A vice-prefeita, Ieda Waydzik, entrou em contato com a deputada Leandre e repassou o prejuízo que os produtores tiveram. Entretanto, Ieda ressaltou que todo este apoio precisa ser solicitado pela Defesa Civil. “A Rozenilda Romaniw Bárbara, que é coordenadora da Defesa Civil em Irati, já encaminhou os cadastros e abriu as guias necessárias para que isto chegue aos governos estadual e federal, e que eles olhem para nós e nos ajudem neste momento tão difícil, principalmente, para os agricultores, para tentar repor porque é uma situação difícil, uma vez que o tempo é inexorável”. Ieda destacou busca alternativas para que os agricultores possam refazer suas lavouras.

De acordo com a vice-prefeita, o apoio do município neste momento é essencial. “O município, os munícipes, os agricultores e a gestão são um só. Nós precisamos dos agricultores, como eles são produtores, geram a renda para a cidade e fazem o nosso alimento. A nossa preocupação é enorme com a situação em que eles se encontram hoje. São famílias que estão ou vão passar por dificuldades financeiras por causa do ocorrido, e nós, do Poder Executivo, não podemos ficar de braços cruzados vendo isto acontecer. Vamos tomar todas as providências, e o prefeito está revendo isso, para que as pessoas não pereçam”, disse ela.

Atuação da Defesa Civil

A coordenadora da Defesa Civil de Irati, Rozenilda Romaniw Bárbara, apontou que o relatório com o levantamento sobre os prejuízos causados pela chuva de granizo já foi protocolado junto à Defesa Civil nacional. Porém, ela comentou que os dados sobre os prejuízos podem continuar sendo encaminhados para a Secretaria de Agropecuária, Abastecimento e Segurança Alimentar. “É importante que as pessoas mantenham este contato conosco, por meio da Agricultura, para que possamos ter a real dimensão do que aconteceu com este granizo. A priori, eram 200 agricultores que registramos, mas estamos vendo que alguns a mais já estão se comunicando”.

Rozenilda acredita que a ajuda dada aos produtores rurais será caracterizada como humanitária. “Pensamos nessas pessoas que ficarão sem trabalho por um período, então tem esta questão de desabastecimento destas famílias, o que já está chegando, o próprio vereador Hélio de Mello já trouxe algumas situações de pessoas dizendo que têm abastecimento para mais 10 ou 15 dias e depois terão dificuldades porque o ganho deles foi prejudicado. Eu acredito que até com alguns agricultores isto venha a acontecer, pois não sabemos a capacidade de poupança que cada um tem para estas situações”. A coordenadora observa que esta é uma situação preocupante.

Assistência Social está prestando apoio

Para amenizar a situação dos agricultores, a Secretaria de Assistência Social irá buscar apoio aos trabalhadores do campo que ficaram sem renda com a falta de trabalho na agricultura. A quantidade de famílias nesta situação está sendo levantada para que sejam angariados recursos junto aos governos estadual e federal para a aquisição de cestas básicas para estas famílias. “O município precisa deste suporte a nível estadual e federal para dar conta de uma resposta que atinja as necessidades reais destas famílias”, comentou a secretária da pasta, Sybil Dietrich.

Assim que haja um retorno por parte das esferas superiores, cada família receberá duas cestas básicas. “Ainda não tivemos um retorno oficial do governo estadual e do federal. Enquanto isso, obviamente a Assistência Social vai dando suporte para as famílias que vão chegando e pedindo ajuda. Este levantamento que fizemos seria para os próximos dias, em que as pessoas vão sentir falta desta renda e irão nos procurar”, comentou.

O levantamento inicial das famílias que necessitam de ajuda foi feito com base nos dados constantes no Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal, que estão nas faixas de renda 1 e 2 (até três salários mínimos) e residem nas localidades rurais afetadas.

Estiagem

Sobre a questão da estiagem, Rozenilda ressaltou que, por orientação da Defesa Civil Estadual, o município fará o registro da situação das comunidades, que já estão registrando pedidos de água. Por este motivo, o Executivo deve contratar, assim que possível, os serviços de um caminhão-pipa. Esta medida foi classificada por ela como uma solução momentânea. “Temos que pensar sempre em ações que nós possamos resolver para a frente. Eu acredito que esta não é a primeira seca que estamos enfrentando na região e muito menos em Irati. Teremos que pensar, seriamente, em captação de água da chuva. O agricultor vai ter que entender que ele precisa ter um reservador de água, nem que seja com um tanque de peixes pequeno, mas ele tem que ter alguma coisa com a qual ele garanta a água na sua propriedade”, afirmou.

Por outro lado, ela explica que é preciso fazer um trabalho de preservação das nascentes. “A soja tem dominado as propriedades rurais, e as pequenas nascentes têm sido perdidas. Temos que começar a pensar neste equilíbrio, pois se não, vamos desestabilizar o nosso meio e logo inviabilizaremos a agricultura como um todo. A hora que não tem água, a propriedade rural não tem serventia pra nada, disto o agricultor sabe. Aí, para que a propriedade tenha serventia e água, tem que haver equilíbrio entre a produção e a conservação, para que a água tenha um lugar para ser armazenada”, esclareceu a coordenadora da Defesa Civil.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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