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Imagem referente a PG tem 17 mil pessoas na fila por moradia popular
Foto do Residencial Porto Belvedere, que foi inaugurado oficialmente em 2021. Foto: Ari Dias/AEN.

PG tem 17 mil pessoas na fila por moradia popular

Segundo o último Plano Estadual de Habitação de Interesse Social (PEHIS), Ponta Grossa é a 4ª cidade do Estado com o maior déficit habitacional...

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Por CGN 1

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Imagem referente a PG tem 17 mil pessoas na fila por moradia popular
Foto do Residencial Porto Belvedere, que foi inaugurado oficialmente em 2021. Foto: Ari Dias/AEN.

Com a possibilidade de extinção da Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar), por meio do Projeto de Lei (PL) nº 341/2021, aproximadamente 17 mil famílias ainda aguardam para ter acesso a uma moradia popular – ativos, 9 mil cadastros e 8 mil inativos. O número de 17 mil foi confirmado pela ex-presidente da Prolar, Marinês Viezzer. A ‘Companhia’, criada em 13 de setembro de 1989, tem o objetivo de equacionar o déficit habitacional da cidade – atualmente, Ponta Grossa é o 4º município do Paraná com o maior déficit habitacional.

Os cadastros ativos são aqueles em que as pessoas procuram a Prolar, todo ano, para fazer a atualização. Já os inativos, são as pessoas que demonstram o interesse, mas acabam não voltando para manter os dados cadastrais atualizados. Neste ano, a ‘Companhia’ terá um novo diretor: Maurício Silva, ex-secretário de Administração da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG). O Portal aRede tentou contato com ele, mas não obteve uma resposta até o fechamento da notícia.

Para tentar diminuir esse déficit, a Prolar trabalhou de 2013 a 2020 com auxílio do Governo Federal. Simultaneamente, a ‘Companhia’ realizou vendas de lotes sociais a pessoas selecionadas por meio do cadastro social. A média tem sido 100 lotes vendidos por ano, após 2016 – antes, a Prolar entregava mais de 300 lotes por ano. Além disso, em 2017, ela começou a trabalhar com regularização fundiária. Porém, os frutos dessa iniciativa começaram a ser sentidos somente no último ano.

Ainda, outro projeto que busca diminuir esse déficit habitacional é o repasse da Prefeitura dos vazios urbanos para a Prolar. Também, a ‘Companhia’ tem trabalhado com a retomada de imóveis daquelas pessoas que abandonam suas casas ou não constroem em seus lotes. Nesse último caso, são feitas 50 retomadas por ano.

Déficit no Paraná

De acordo com o último Plano Estadual de Habitação de Interesse Social (PEHIS) – um novo deve acontecer em 2023 –, o estudo periódico da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) mostra que Ponta Grossa é o 4º município com maior déficit no Paraná, com 23.656 unidades, das quais 165 são para domicílios rurais. Portanto, a cidade responde por aproximadamente 6,68% do déficit habitacional no Paraná. As informações são da assessoria de imprensa da Cohapar.

A ‘Companhia’ também possui um cadastro aberto para o Município, mas ele se restringe a projetos como o ‘Condomínio do Idoso’, cuja seleção é do Estado, e à modalidade de concessão de subsídios do programa ‘Casa Fácil Paraná’, que concede R$ 15 mil para abatimento do valor de entrada em imóveis financiados pela Caixa. Para estes públicos, o cadastro da Cohapar em Ponta Grossa conta atualmente com 2.746 inscritos.

Parque das Andorinhas

Em 4 de dezembro, famílias ocuparam o ‘Parque das Andorinhas’, em Ponta Grossa – local que pertence a Prolar é não é utilizado há dez anos. Lideradas pela Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), a ocupação Ericson Jhon Duarte já conta com 700 famílias sem teto ocupando o terreno. As informações são da assessoria de imprensa da ocupação. Elas reivindicam uma moradia popular. Entretanto, após conversas com a PMPG, uma resolução para o caso segue ainda sem data definida.

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