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Primeira virada de lua de 2022 movimenta Centro Obstétrico do HU

Foram 23 nascimentos em menos de 24 horas, logo depois da primeira virada de lua de 2022....

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Por Deyvid Alan

Foto: HU

Não existe comprovação científica, mas a virada de lua tem movimentado o Centro Obstétrico do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop). Foram 23 nascimentos em menos de 24 horas, logo depois da primeira virada de lua de 2022. Um dos bebês é o Heitor, que nasceu de um parto natural, com 50 centímetros e pesando pouco mais de 3 Kg. A mãe, Beatriz Aparecida Ferreira Machado, conta que recém completou as 38 semanas de gestação e Heitor já começou a dar sinais de que iria nascer. “Dizem que não tem muito a ver, mas eu acompanhava. Era para o Heitor nascer dia 17 e nasceu no dia 03, bem na virada da lua”, diz Beatriz.

O Centro Obstétrico do Huop conta com cerca de 350 partos mensais, é referência na região, inclusive na gestação de alto risco, e conta com uma equipe multidisciplinar qualificada no atendimento. “É um número alto de nascimentos em razão de sermos referência em toda a macrorregião, mas contamos com uma equipe experiente e especializada”, explica a coordenadora de Enfermagem do CO do Huop, Nagmara Engel.

PARTO HUMANIZADO

O Huop preza pela humanização no atendimento. Um parto agradável e seguro é possível, e para isso, é importante que a gestante tenha todas as informações sobre os direitos, riscos e saúde. O primeiro passo é estar com o pré-natal em dia. “Com isso, a gestante acompanha e previne complicações tanto na saúde dela quanto na do bebê”, explica Nagmara. A humanização também garante que a gestante tenha o direito de ter acompanhante, além disso, escolher a posição do parto. “Ela tem o direito do parto normal, durante o trabalho de parto ela pode caminhar, comer, escolher como ela quer ficar, em que posição”, comenta a enfermeira.

Além disso, após o nascimento do bebê, a mãe pode permanecer com ele na primeira hora de vida, o que é muito importante, pois é um momento que o bebê não vai sentir a separação da mãe por estar em contato com ela, e existem estudos que comprovam a importância desse contato. “A primeira hora que o bebê nasce é muito importante também porque ele nasce ativo, nasce choroso, bem acordado, então é o momento que ele vai estar ativo para aprender a mamar certo”, ressalta Nagmara.

Outro fator que o Huop adota, que é uma recomendação mundial, é o banho após as 24 horas de vida do bebê. “Muitas mães questionam por que o bebê fica sujo, porém o bebê nasce limpo, ele é secado e entregue para a mãe permanecer com ele durante o primeiro dia inteiro. O que chamamos de “grudezinho”, o vérnix que está no bebê é rico em vitamina A, então com o tempo ele é absorvido com o bebê. Se ele não vai para o banho ele não perde calor e também não se estressa”, explica a enfermeira.
Em todo esse tempo, a equipe trabalha para tornar o momento especial, e para isso, até mesmo a placenta é uma recordação. No painel, as mães escolhem colocá-la em uma folha para definir os traços, e pintá-la para levar para casa. “A placenta é da mãe, e ela escolhe o que fazer. Definimos essa recordação como árvore da vida aqui no hospital, e muitas optam em deixá-las no mural”, comenta Nagmara.

AMAMENTAÇÃO

Logo após o nascimento, a mãe já é orientada sobre a importância da amamentação, principalmente nas primeiras horas de vida do recém-nascido. Mesmo com o suporte da equipe nesse momento, o Huop também possui atendimento no Banco de Leite. “O aleitamento nos primeiros seis meses é exclusivo, e é normal que muitas mulheres sintam dificuldade. Por isso a orientação adequada é essencial para que ela consiga amamentar de forma correta”, afirma Nagmara.

MALA MATERNIDADE

Outra dúvida das mães na hora de ir ao hospital é sobre o que levar na mala da maternidade. O Huop orienta a trazer alguns itens, como: material de higiene pessoal da mãe, roupas íntimas, chinelo para banho, 3 mudas de roupa para o recém-nascido, fraldas, lenço umedecido. “É preferível que tenha o menor número de material possível, pois no ambiente hospitalar é necessário cuidado para que nada seja contaminado. Além disso, se houver falta de quantidade a família é livre para trazer em qualquer momento”, comenta Nagmara. O Huop é hospital amigo da criança, então é importante ressaltar que alguns itens são proibidos, como chupeta e mamadeira.

COVID-19

Durante a pandemia da Covid-19 houve necessidade de realizar mudanças no fluxo interno hospitalar, e por conta do espaço restrito do Centro Obstétrico, os acompanhantes não são permitidos em situações em que a ocupação da unidade está em 100%, visando a não proliferação do vírus e a segurança das demais gestantes/puérperas e respectivos recém-nascidos. Dessa forma, a equipe tem auxiliado para tentar suprir a falta do acompanhante.

Fonte: Assessoria

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