
Mobilidade e ruas mais seguras pautaram trabalho no trânsito
Hoje, esse é o padrão na cidade, com exceção de vias com características de trânsito mais rápido, como a Avenida Comendador Franco e Linha Verde, além......
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Por CGN

Ruas mais seguras para pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas. Foi com este objetivo que a Prefeitura de Curitiba deu início a uma alteração significativa no trânsito da cidade neste ano: ampliar as vias urbanas em que o limite de velocidade não ultrapasse os 50 km/h.
Hoje, esse é o padrão na cidade, com exceção de vias com características de trânsito mais rápido, como a Avenida Comendador Franco e Linha Verde, além das principais vias de ligação entre o centro e os bairros (vias rápidas norte-sul e leste-oeste). É uma estratégia avançada, adotada por grandes e médias cidades do mundo todo, com um objetivo claro: reduzir acidentes e mortes.
“É o respeito à vida, que não pode ser negligenciada por atitudes imprudentes”, destaca o secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, Péricles de Matos.
Estratégia esta que chega dentro de um planejamento macro e que envolve três vertentes: criar infraestrutura mais segura, reduzir a velocidade máxima permitida e fiscalizar. Juntas, essas propostas podem mudar efetivamente a forma de atuação sobre a segurança no trânsito, numa responsabilidade compartilhada entre usuários das vias e planejadores urbanos.
“Não cabe somente ao poder público a responsabilidade por um trânsito mais seguro em nossa cidade. Como cidadãos, também precisamos fazer a nossa parte, respeitando leis e sinalizações, estarmos atentos e praticarmos a gentileza no trânsito”, defende a superintendente de Trânsito, Rosangela Battistella.
Meios variados de locomoção
A iniciativa integra ainda um planejamento maior de estímulo à mobilidade ativa.
“É necessário que a gente repense nossas formas de locomoção, percorrendo distâncias menores a pé ou de bicicleta, por exemplo”, acentua Rosangela.
Para isso, a Prefeitura tem investido em revitalizações de ciclovias, ciclofaixas, passeios compartilhados e ciclorrotas já existentes e, também, a ampliação de estruturas para quem anda de bicicleta.
Controlar o fluxo, propor intervenções de trajeto, garantir direito de passagem a todos e reduzir os impactos de grandes congestionamentos, na capital com maior número de veículos do País, também é atribuição da Setran, que ao longo do ano implantou novos semáforos e manteve acompanhamento em tempo real do movimento nas principais vias, no centro e nos bairros.
Convivência harmônica
A busca por esta convivência tranquila entre todos os atores do trânsito é reforçada com ações da Escola Pública de Trânsito (EPTran), que durante 2021 não descansou das ações educativas pautadas pelas mais diversas situações, como em canaletas do transporte coletivo (onde é proibido que demais veículos, que não sejam de emergência, trafeguem); em pontos onde ainda há muita colisão envolvendo ciclista; locais que precisam de mais atenção na travessia de idosos e de pessoa com mobilidade reduzida; cruzamentos com linhas férreas.
Quando as ações educativas não bastam, é momento de ações mais firmes, com a fiscalização. Os agentes fiscalizadores são também acionados para sinalizar e prestar o primeiro atendimento em acidentes de trânsito, auxiliar em bloqueios pontuais, na organização dos mais variados eventos, na retirada de veículos abandonados das ruas e para inibir todo tipo de conduta perigosa ou que possa gerar conflitos no trânsito.
No atendimento ao público, as facilidades em resolver as pendências e solicitar serviços da Setran pela internet aumentaram. O sistema permite que o cidadão indique condutor, apresente defesa de autuação ou recursos a multas recebidas, além de solicitar o cartão credencial para utilização de vagas exclusivas para pessoa idosa.
Velocidade de 50km/h é estratégia aprovada por moradores
Moradora do Boa Vista e tendo o Bacacheri como endereço para o trabalho, a empresária Cinthia Izidoro de Oliveira percebeu a nova sinalização e aprovou o novo limite de velocidade implantado nas ruas. “Eu acredito que irá reduzir a quantidade de acidentes com pedestres, ciclistas e veículos. Agora é aguardar o tempo de adaptação com essa nova velocidade implantada”, diz ela.
A alta velocidade incomodava Cinthia em algumas ruas do Bacacheri onde era difícil atravessar ou cruzar de carro.
“Tem motorista que quase decolava nas ruas México e Estados Unidos. Eu estava pensando em ligar para a Prefeitura pedindo lombada ou semáforo e foi muito engraçado: logo em seguida eu vi o semáforo, parecia que a Prefeitura estava lendo a minha mente”, conta.
Somados aos dois equipamentos do bairro Bacacheri, são 18 os cruzamentos que passaram a ser semaforizados em 2021, todos interligados à Central de Tráfego em Área (CTA), espaço que faz o monitoramento em tempo real, com câmeras, do fluxo de veículos e do deslocamento do transporte coletivo.
Pela CTA são controlados 92,9% dos semáforos da capital. De lá, é possível fazer remotamente a maioria dos reparos necessários, como alterar tempos de abertura e fechamento dos semáforos. Uma das exceções é quando ocorre o furto de cabos ou do controlador do semáforo, caso em que há necessidade de substituição do material no local.
Menos acidentes
A redução da velocidade em Curitiba não é uma iniciativa isolada. Ela vem precedida por experiências em grandes centros urbanos, como Genebra (Suíça), onde o limite de 50 km/h foi instituído há mais de 20 anos. Em Campo Grande (MS), a mesma intervenção foi feita em 2012.
Em velocidades mais baixas, o motorista enxerga melhor o entorno, tem mais tempo de reagir a eventos inesperados e consegue parar mais rapidamente se necessário.
Radar a serviço da segurança
No primeiro semestre de 2021 a Prefeitura deu início à implantação de equipamentos que, ao fim da instalação (prevista para os próximos meses), somará 200 locais (804 faixas de trânsito) monitorados com radares.
As imagens de radares permitem o cercamento eletrônico interligado ao projeto da Muralha Digital. Dotado de um software de inteligência, o sistema traça perfis comportamentais de veículos que transitam dentro do município, auxiliando as forças policiais no combate ao crime.
Todos os pontos com fiscalização foram sinalizados, com placas, semipórticos e legendas no pavimento (no mínimo 100 metros antes do radar). A lista atualizada com os pontos de fiscalização eletrônica em funcionamento está no site da Setran.
Os radares possuem tecnologia chamada de não intrusiva. Com laços virtuais, permite cobrir a totalidade da área definida para a fiscalização, sem as chamadas áreas de sombra e sem possibilidade de a infração não ser detectada.
Leia a Matéria completa no site: www.curitiba.pr.gov.br
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