Lya Luft
A morreu, aos 83 anos, em Porto Alegre, no dia 30 de dezembro. Lya Luft começou sua carreia literária aos 25 anos escrevendo poemas, que foram reunidos no livro Canções de Limiar (1964), sua primeira publicação e, entre outras obras, lançou em 1996, o premiado O Rio do Meio, livro que reuniu ensaios e Perdas e Ganhos, lançado em 2003, que vendeu cerca de 1 milhão de cópias e é sua obra de maior editorial.
Em 2001, Luft recebeu o prêmio União Latina de melhor tradução técnica e científica, pela obra Lete: Arte e crítica do esquecimento, de Harald Weinrich. Em 2013, recebeu o Prêmio da Academia Brasileira de Letras (ABL), na categoria Ficção, Romance, Teatro e Conto, pela obra O tigre na sombra.
Internacional
A República Democrática do Congo (RDCongo) declarou no dia 16 o fim do 13º surto de ebola no país, que começou no dia 8 de outubro e causou seis mortes na província do nordeste do Kivu do Norte.
No dia 20, ex-líder estudantil Gabriel Boric vence as eleições no Chile. Boric é o presidente mais jovem da história do Chile; José Kast, que disputou com Boric no segundo turno, reconheceu derrota e congratulou adversário em redes sociais. Na mesma data, o Fórum Econômico Mundial de 2022 é adiado em razão da variante Ômicron. Evento estava marcado para ocorrer de 17 a 21 de janeiro, em Davos, na Suíça.
Em comunicado divulgado no dia 21, Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou a utilização de emergência da vacina NuvaxovidTM contra a covid-19, passando a lista a contar agora com dez imunizantes.
No mesmo dia, o papa Francisco pediu que a população gaste com educação e não com armas em mensagem de paz anual.
No dia 25, Nasa lançou com sucesso o supertelescópio James Webb. O poderoso telescópio de US$ 9 bilhões, tido pela Nasa como o principal observatório científico espacial dos próximos 10 anos, foi alçado aos céus pelo foguete Ariane 5.
No dia 26, o ativista antiapartheid e Nobel da Paz, Desmond Tutu, morreu aos 90 anos. O ativista foi diagnosticado com câncer de próstata no final dos anos 1990 e passou por diversas hospitalizações recentes relacionadas ao tratamento.
No dia 27, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sancionou pacote de US$ 770 bi para a Defesa do país. O pacote foi fruto de negociações intensas entre democratas e republicanos do Senado e da Câmara após impasses em relação a políticas relacionadas à Rússia e à China.
Auxílio Brasil
A lei que cria o Auxílio Brasil foi publicada, com vetos, no Diário Oficial da União no dia 30 de dezembro. Um dos vetos é o Artigo 21, que obrigava o programa a ter dotação orçamentária suficiente para atender todos os possíveis beneficiários e o outro é o Capítulo III, Artigo 42, da nova lei, que estabelecia metas para taxas de pobreza.
Os pagamentos do novo programa social começaram a ser feitos em 17 de novembro pela Caixa Econômica Federal, com valor médio de R$ 217,18. A partir de dezembro, os beneficiários tiveram direito também a uma complementação extraordinária, criada via nova MP publicada no início deste mês e convertida em lei. Com isso, os pagamentos chegaram a R$ 400.
Um decreto também publicado no Diário Oficial do dia 30 estendeu esse benefício extraordinário complementar até dezembro de 2022.
Chuvas
Os estados da Bahia e Minas Gerais foram vítimas das fortes chuvas provocadas pelo fenômeno La Niña. O ministro da Cidadania, João Roma, visitou no dia 12 áreas afetadas pelas chuvas.
No dia 19, ao menos 14 pessoas já tinham morrido e 276 estavam feridas em função de enxurradas, alagamentos e deslizamentos que já afetaram mais de 299 mil pessoas.
No dia 25, o Sul da Bahia tinha 4,2 mil desabrigados por causa das chuvas.
No dia 24 foi anunciado que o governo pagaria o Auxílio Gás às cidades atingidas pelas chuvas. No dia 27, começou o pagamento a moradores de 100 municípios que decretaram estado de calamidade por conta das chuvas na Bahia e em Minas Gerais. Valor do benefício é de R$ 52 a cada 2 meses.
No dia 28, o governador da Bahia, Rui Costa, disse que era o “maior desastre natural da história” do estado. Na mesma data os ministros João Roma (Cidadania), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Marcelo Queiroga (Saúde) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) se encontraram em Itabuna (BA), um dos municípios mais atingido, de onde sobrevoaram a região por helicóptero. Eles anunciaram uma série de ações para auxiliar o esforço de atendimento à população desabrigada e prometeram recursos futuros para a reconstrução da infraestrutura e de moradias.
O governo também anunciou a liberação de R$ 200 milhões para a reconstrução de estradas. Serão contemplados o Amazonas, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Bahia, que receberá a maior parte (R$ 80 milhões).
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