Parte do mês de junho foi marcada por uma caçada ao foragido Lázaro Barbosa, que durou 20 dias. No dia 10, o criminoso assassinou quatro pessoas da mesma família em uma chácara no Distrito Federal. Uma quinta vítima teria sido feita refém em Goiás. Ele ainda baleou três pessoas no município de Cocalzinho de Goiás, onde se concentraram as buscas. Quase 300 policiais participaram das ações.
Serial killer Lázaro Barbosa – Divulgação Polícia Civil
No dia 16, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou os estados do Rio Grande do Norte, de Mato Grosso, Rondônia, do Pará, Amapá, da Paraíba e de Goiás a fazerem a importação emergencial da vacina russa Sputnik V.
O imunizante indiano Covaxin contra a covid-19 esteve nos holofotes em junho. Logo no início do mês, no dia 4, a vacina teve a sua importação autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Anvisa não autorizou o uso emergencial da vacina, apenas a utilização de quantitativos específicos sob condições controladas. Em oportunidade anterior, a agência já havia negado o mesmo pedido.
Porém, a importação tomou novos rumos com a denúncia, no dia 25, do servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, que, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, no dia 25, disse ter sofrido uma “pressão incomum” para finalizar os trâmites da compra. A denúncia foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 28 e teve como relatora a ministra Rosa Weber.
No dia 30, foi a vez de o empresário Carlos Wizard prestar depoimento à CPI. Porém, amparado por um habeas corpus do Supremo, o depoente se manteve calado.
Reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia – Pedro França/Agência Senado
Política
No dia 13, eleitores de Sidrolândia (MS), Nova Pata do Iguaçu (PR), Petrolândia (SC), Campestre (MG) e Espera Feliz (MG) foram às urnas para escolher novos prefeitos, já que os eleitos em 2020 tiveram o registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral.
Na Câmara, derrotas para os deputados Flordelis (PSD-RJ) e Daniel Silveira (PSL-RJ). A primeira teve a cassação recomendada pelo relator de seu processo no Conselho de Ética da Casa. Já Silveira, até então em prisão domiciliar pela prática de agressões verbais e ameaça aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), foi novamente conduzido ao regime fechado por decisão do ministro da Corte Alexandre de Moraes. A decisão foi motivada pelo não pagamento da fiança estipulada em R$ 100 mil e por violações na tornozeleira eletrônica.
Flordelis/Daniel Silveira – Agência Brasil/Câmara dos Deputados