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Presidente eleito do Chile, Boric vence também entre chilenos que moram no Brasil

Até a manhã desta segunda-feira, 20, o governo Jair Bolsonaro não havia emitido nota oficial a respeito do resultado. A demora intrigou diplomatas chilenos. No entanto,...

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Por Agência Estado

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O presidente eleito do Chile, Gabriel Boric também venceu a disputa entre os chilenos residentes no Brasil. Nome da esquerda, Boric ficou com 62,92% dos votos computados pelas representações diplomáticas do Chile no País, contra 37,08% do rival de direita, José Antonio Kast. O segundo turno das eleições presidenciais foi realizado neste domingo, dia 19. Conforme dados da Embaixada do Chile, Boric venceu em todos os quatro locais de votação: Brasília (37 a 30), Rio de Janeiro (90 a 50), São Paulo (228 a 127) e Porto Alegre (37 a 24).

Até a manhã desta segunda-feira, 20, o governo Jair Bolsonaro não havia emitido nota oficial a respeito do resultado. A demora intrigou diplomatas chilenos. No entanto, o Itamaraty prepara um comunicado formal, segundo apurou o Estadão.

Nem nas redes sociais o presidente felicitou Boric pela vitória, celebrada no Brasil por políticos de esquerda, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), virtual adversário de Bolsonaro em 2022.

Boric será o sucessor de Sebastian Piñera, também de direita e aliado de Jair Bolsonaro, após uma série de protestos sociais no Chile, que levaram à elaboração de uma nova constituição. Ex-líder estudantil, ele é deputado e foi eleito pelo partido Convergência Social.

A derrota de Kast, deputado do Partido Republicano e advogado conservador católico, é mais um indício do isolamento político do governante brasileiro na região. Das eleições mais recentes, a esquerda venceu no Chile, no Peru, na Bolívia e na Argentina, enquanto candidatos de direita se elegeram somente no Equador e no Uruguai. No ano que vem, além do Brasil, haverá eleições presidenciais na Colômbia.

Numa atitude que incomoda a tradição do Itamaraty, Bolsonaro chegou a declarar apoios aos candidatos de direita na América do Sul – mas em alguns casos eles evitaram vincular sua imagem à dele. No caso de Kast, o presidente adotou mais discrição. O candidato da direita buscava moderação e votos de centro na reta final da campanha, mas chegou a ser apresentado como “Bolsonaro chileno” na imprensa local, em 2018. Na época, Kast esteve no Brasil acompanhando a campanha do presidente e depois recebeu uma comitiva liderada por Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), em Santiago.

“Kast é um patriota, bem relacionado internacionalmente e uma pedra no sapato do Foro de São Paulo”, escreveu o filho do presidente, quando Kast avançou ao segundo turno à frente do agora presidente eleito, Boric. Neste domingo, Eduardo Bolsonaro foi um dos bolsonaristas a lamentar a derrota. “Se não percebermos a estratégia da esquerda acabaremos governados por um deles. O presidente seguirá indicando ministros para o STF, leis continuarão sendo votadas pelo Congresso e bater no peito dizendo que não votou em político nenhum só fará a história se repetir.”

O ex-ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) disse que o “Chile caiu”; a deputada Bia Kicis (PSL-DF) escreveu: “que tragédia”.

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