AMP
Geraldo Magela /Agência Senado

Subcomissão quer excluir educação do teto de gastos

Os desdobramentos das recomendações serão acompanhadas pelo colegiado. Uma das propostas é excluir a educação do teto de gastos (Emenda Constitucional 95). Para Arns, é evidente......

Publicado em

Por Agência Senado

Geraldo Magela /Agência Senado

A Comissão de Educação (CE) aprovou nesta segunda-feira (20) o relatório da subcomissão que fiscaliza a retomada educacional no país durante a pandemia. O relatório do presidente da subcomissão, Flavio Arns (Podemos-PR), faz 40 recomendações ao governo e ao Parlamento sobre ações a serem tomadas em 2022 para superar o déficit em infraestrutura e prejuízos ao setor. Leia o relatório aqui.

Os desdobramentos das recomendações serão acompanhadas pelo colegiado. Uma das propostas é excluir a educação do teto de gastos (Emenda Constitucional 95). Para Arns, é evidente que desafios orçamentários também precisam ser enfrentados na retomada.

— Em 2021 o MEC pagou só 9% do montante autorizado para dar suporte à infraestrutura nas escolas públicas. É muito aquém do que deveria ser, considerando a situação precária no Brasil, onde há 10.105 escolas sem água potável, 3.818 sem energia elétrica e 8.650 sem esgoto, milhares de escolas sem banheiro — afirma Arns.  

Para o senador, a subcomissão “escancara” que a educação continua longe de ser uma prioridade no país. De acordo com o relatório, na Educação Básica houve queda de 34% de investimentos em 2021, se comparados a 2019. O mesmo se dá em gastos específicos na educação infantil: queda de 86% nos gastos em 2021 se comparados a 2019.

O relatório mostra que esse é o padrão praticamente em todas as áreas. O texto relata também que há 3 meses mais de 60 mil estudantes estão sem receber as bolsas no Programa Institucional de Iniciação à Docência (Pibid) e de Residência Pedagógica (PRP).

— Também ouvimos reitores que apontaram dificuldades pra manter suas universidades abertas no segundo semestre de 2022, mantida a previsão orçamentária. E ouvimos apelos do movimento estudantil pelo perdão das dívidas do Fies [Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior], pois mais de um milhão estão endividados — lamentou Arns, acrescentando que o governo ainda entrou no STF contra a Lei 14.172, de 2021, que trata de acesso à internet a alunos e professores da Educação Básica

Internet nas escolas

O relatório recomenda “que o Brasil leve mais a sério a questão da internet nas escolas”. Para a CE, a pandemia demonstra que a desigualdade social no Brasil praticamente alijou dezenas de milhões de estudantes do ensino nos últimos dois anos. Isso porque milhões de alunos ou não tem acesso à internet, ou, quando tem, o acesso é precário.

— A pesquisa DataFavela de 2020 revelou que 50% dos alunos que vivem em favelas não estavam assistindo a nenhuma aula em setembro daquele ano. Precisamos fazer a inclusão digital. No Norte e Nordeste as dificuldades estruturais também foram maiores, o que impactou no interesse das crianças pela escola — relata Arns.

O relatório também fazoutras recomendações. Defende por exemplo a escola em tempo integral, com a União apoiando financeiramente as redes estaduais na sua implementação, ampliando a carga horária anual do ensino médio para 1,4 mil horas.

A CE também recomenda que o governo crie, em parceria com estados e municípios, um programa emergencial de recuperação dos prejuízos educacionais, adote TV, rádio e internet como instrumentos para oferecer atividades de reforço escolar, priorizando crianças vulneráveis; e apoie estados e municípios na implementação de programas de renda estudantil e poupança estudantil, visando fomentar a permanência na escola.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X