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Imagem referente a Tecpar e Funeas se unem para projetos conjuntos na área de saúde
Tecpar e Funeas se unem para projetos conjuntos na área de saúde.Foto: Arnaldo Alves/AEN

Tecpar e Funeas se unem para projetos conjuntos na área de saúde

O acordo visa fortalecer a articulação entre as partes em três projetos conjuntos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D): do soro hiperimune antirrábico, de métodos analíticos in vitro......

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Por CGN

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Tecpar e Funeas se unem para projetos conjuntos na área de saúde.Foto: Arnaldo Alves/AEN

Em busca de novas soluções para a área da saúde para o Paraná, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná (Funeas) formalizaram, nesta quarta-feira (15), um protocolo de intenções para estruturar possíveis formas de cooperação. O Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI) é parceiro do acordo.

O acordo visa fortalecer a articulação entre as partes em três projetos conjuntos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D): do soro hiperimune antirrábico, de métodos analíticos in vitro (controle de qualidade) e para produção de antígeno para diagnóstico precoce da neurocisticercose. A depender de cada projeto, as equipes poderão compartilhar equipamentos e recursos humanos, insumos, know how e infraestrutura.

“Ao fortalecer o diálogo entre essas importantes instituições públicas de pesquisa, damos mais um passo importante para o avanço da ciência no Paraná. Neste momento, estamos formatando como se dará esta parceria, de modo que produza resultados efetivos, de maneira mais eficiente e com otimização de recursos”, afirmou o diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado.

O diálogo entre as instituições, com trabalho da equipe técnica, foi importante para desenvolver a parceria de forma complementar, destaca Marcello Augusto Machado, diretor-presidente da Funeas. “A área técnica das duas instituições convergiu suas ações para desenvolver a parceria, com cooperação para atingir os objetivos do desenvolvimento da ciência no Paraná e com a finalidade de otimização de recursos públicos”, observou.

SORO ANTIRRÁBICO – Uma das linhas de pesquisa é voltada para a produção do soro antirrábico, indicado principalmente em casos de ferimentos graves provocados pela mordedura de animal suspeito. Apesar de ser fatal, a raiva pode ser controlada pela profilaxia antes e depois da exposição.

A profilaxia pós-exposição (PPE) com vacina e soro antirrábico é a única medida eficaz para prevenir o desenvolvimento da raiva. Por ano, cerca de 15 milhões de pessoas no mundo são submetidas à PPE em decorrência de exposição potencial ao vírus rábico.

No Brasil, a produção e distribuição dos soros é responsabilidade do Programa Nacional de Imunização (PNI), sob regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Atualmente apenas três institutos de pesquisa no País produzem o soro antirrábico.

IN VITRO – Em relação à pesquisa e desenvolvimento de métodos analíticos in vitro, o projeto está em fase de estudos no Tecpar, onde estão sendo desenvolvidas algumas técnicas com o objetivo de substituir ensaios biológicos, reduzir o número de modelos biológicos utilizados e reduzir o tempo para obtenção de resultados.

NEUROCISTICERCOSE – A neurocisticercose é uma das doenças tropicais negligenciadas que a Organização Mundial de Saúde (OMS) busca eliminar até 2030. Segundo a OMS, uma das formas de atingir essa meta é desenvolver novas ferramentas diagnósticas mais sensíveis e acessíveis, afim de ampliar o controle destas doenças.

Atualmente, os exames de imagem são considerados o padrão-ouro para o diagnóstico de neurocisticercose, enquanto que os exames de imagem por tomografia computadorizada e ressonância magnética são capazes de identificar os parasitas em diferentes partes do cérebro. Os testes sorológicos podem ser usados para a confirmação do diagnóstico de neurocisticercose e para o acompanhamento de efetividade de tratamento.

No entanto, no Brasil, poucos testes estão no mercado e não há nenhum teste point of care desenvolvido até o momento. Eles são, na maioria, testes em fase de desenvolvimento e todos requerem o diagnóstico por imagem para a confirmação da doença.

PRESENÇAS – Também participaram da reunião o diretor do CPPI, Rubens Gusso, o diretor Industrial da Saúde do Tecpar, Iram de Rezende; a assessora da diretoria Industrial da Saúde do Tecpar e diretora de IBMP Meila Bastos de Almeida; a pesquisadora do Tecpar, Ana Paula Lappas Gimenez Sbalqueiro; e o técnico do CPPI, Erickson Moura.

Fonte: AEN

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