Abegás: impacto do reajuste do gás natural a consumidor do RJ pode chegar a 40%
A entidade entrou em novembro com representação no Cade denunciando o aumento abusivo da Petrobras, fornecedora de 80% do gás natural comercializado no Brasil. Por falta...
Publicado em
Por Agência Estado
Os consumidores de gás natural no Rio de Janeiro, seja nas residências ou nos veículos, podem começar 2022 com um reajuste de 40% no preço do insumo, se o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) não se posicionar contra o aumento praticado pela Petrobras, afirmou ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) o diretor de Estratégia e Mercado da Abegás, Marcelo Mendonça.
A entidade entrou em novembro com representação no Cade denunciando o aumento abusivo da Petrobras, fornecedora de 80% do gás natural comercializado no Brasil. Por falta de concorrência, as distribuidoras estão tendo que aceitar o reajuste de 50% anunciado pela empresa, o que vai afetar principalmente as que estão 100% descontratadas, como é o caso da Naturgy, controladora das distribuidoras de gás do Rio de Janeiro, Ceg e Ceg Rio.
A última proposta da Petrobras foi um contrato de quatro anos, com ajuste de 50%, ou de curto prazo sujeito ao mercado spot (à vista), cujos aumentos podem chegar a 200%, segundo Mendonça.
“O aumento para o consumidor será maior ou menor, dependendo de quanto vai precisar comprar da Petrobras, mas estamos aguardando o posicionamento do Cade, não temos outra opção. Para garantir a segurança energética a distribuidora vai ter que assinar”, disse Mendonça, observando que cada estado terá um reajuste diferente, dependendo do nível de descontratação.
A expectativa é de que o órgão que cuida da concentração econômica se posicione antes do fim do ano, quando as distribuidoras terão que assinar os contratos com a Petrobras, a fim de garantir o abastecimento em 2022. “Uma vantagem que temos é que esse não é um processo novo. O entendimento do Cade é de que a operação da Petrobras é um monopólio de fato, não vai partir do zero”, observou.
Mendonça ressaltou, no entanto, que mesmo com o aumento de preço, o Gás Natural Veicular (GNV) continua competitivo com a gasolina e o etanol, dois combustíveis que tiveram seus preços elevados durante todo o ano.
Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação
Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.
Participe do nosso grupo no Whatsapp
ou