CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Mais de 27 anos de prisão para autor de feminicídio e de duas tentativas de homicídio em Jaraguá do Sul

A ação penal foi ajuizada pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jaraguá do Sul. De acordo com os autos, no dia 20 de dezembro......

Publicado em

Por Ministério Público de Santa Catarina

Publicidade

Um homem denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) na Comarca de Jaraguá do Sul foi condenado a mais de 27 anos de prisão pelo homicídio da ex-companheira e mais duas tentativas de homicídio. Os crimes foram praticados na véspera do Natal de 2020 e o réu, preso preventivamente, não poderá recorrer da sentença em liberdade. O julgamento pelo Tribunal do Júri foi realizado nesta quinta-feira (9/12). 

A ação penal foi ajuizada pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jaraguá do Sul. De acordo com os autos, no dia 20 de dezembro do ano passado o réu já havia ameaçado a vítima, disparando vários tiros nas proximidades da casa onde a ex-companheira morava. 

Na noite do dia 24, por volta das 23h30, o homem foi além das ameaças. Invadiu a residência da vítima, que se escondeu em um quarto. Ele tentou arrobar a porta, mas não conseguiu, e passou a efetuar diversos disparos na direção da mulher, acertando-a e causando a sua morte. 

Em seguida, disparou contra a porta do banheiro, onde a irmã da vítima havia se escondido com o filho. Desta vez, os tiros não acertaram as pessoas, como era sua intenção, mas atravessaram a porta e atingiram o box do banheiro. 

O Promotor de Justiça Marcio Cota sustentou no julgamento que o réu praticou um homicídio qualificado pelo motivo torpe, por se tratar de feminicídio – por razões da condição de sexo feminino, prevalecendo-se da relação íntima de afeto por ser sua ex-companheira – e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, surpreendida, durante as comemorações da véspera de Natal, pelos diversos disparos de arma de fogo deflagrados pelo denunciado. 

Também acusou o réu da prática de duas tentativas de homicídio, praticadas contra as vítimas que se esconderam no banheiro, e pelo crime de disparo de arma de fogo em via pública. 

A tese do Ministério Público foi integralmente acatada pelos jurados, que representam a sociedade no Tribunal do Júri, no julgamento dos crimes contra a vida. A pena total aplicada foi de 27 anos, seis meses e três dias de reclusão, em regime inicial fechado. 

A sentença é passível de apelação, mas o réu estando preso preventivamente para manutenção da ordem pública e diante da gravidade do crime, não poderá recorrer em liberdade.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN