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Vendas do varejo acumulam queda de 5,2% de agosto a outubro, mostra IBGE

Com a sequência de quedas, o nível de vendas do varejo restrito está 0,1% abaixo do registrado em fevereiro de 2020, último mês antes de a...

Publicado em

Por Agência Estado

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A queda de 0,1% no volume de vendas do varejo restrito em outubro ante setembro, informado nesta quarta-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi a terceira seguida. De agosto a outubro, as vendas do varejo acumularam uma queda de 5,2%.

Com a sequência de quedas, o nível de vendas do varejo restrito está 0,1% abaixo do registrado em fevereiro de 2020, último mês antes de a pandemia de covid-19 atingir em cheio a economia. No segundo semestre do ano passado, durante o processo de retomada, após o pior momento da crise causada pela covid-19, as vendas do varejo chegaram a atingir o nível recorde da série histórica, em novembro de 2020.

Após as quedas recentes, o nível de vendas de outubro ficou 6,4% abaixo desse pico de novembro de 2020. Segundo Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE, toda a dinâmica da atividade varejista, de 2020 para cá, tem sido marcada pela pandemia.

O pico de vendas, em novembro do ano passado, foi atingido na esteira do suporte na renda das famílias dado pelo pagamento do auxílio emergencial e do desvio da demanda de serviços para bens – sem poder consumir em bares, restaurantes, cinemas ou salões de beleza, as famílias passaram a gastar mais com bens vendidos a domicílio e com alimentos. Nos primeiros meses da retomada, a aceleração da inflação ainda estava no início e atingia, principalmente, os alimentos.

De acordo com Santos, a retomada já tinha sofrido um baque em março, início da segunda onda de covid-19 no País. Com isso, as vendas do varejo restrito tombaram abaixo do nível pré-pandemia. De março em diante, houve nova recuperação, puxada pela reabertura dos negócios a medida que a vacinação contra covid-19 vinha avançando. Naquele momento, o aperto na política monetária ainda não se fazia sentir e as concessões de crédito a pessoa física continuavam crescendo, lembrou Santos.

“Agora, na medida em que o rendimento se estabiliza, o crédito cai e a inflação acaba aumentando em setores-chave, as vendas caem de novo”, afirmou Santos.

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