CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Operação Raio X: Juiz condena onze por corrupção, lavagem e organização criminosa

A operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil do Estado foi aberta em setembro do ano passado, em meio à pandemia...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

A Justiça de São Paulo condenou onze pessoas denunciadas na Operação Raio X, que investigou desvios em contratos firmados entre prefeituras e organizações sociais na área da Saúde. As penas por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa ultrapassam nove anos de prisão.

A operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil do Estado foi aberta em setembro do ano passado, em meio à pandemia da covid-19. Os órgãos de investigação apontaram contratos superfaturados e cobranças por serviços não prestados. As irregularidades foram verificadas em 27 cidades do Pará, Paraíba, Paraná e São Paulo.

A sentença é do juiz Marcelo Yukio Misaka, da 1.ª Vara de Penápolis, e trata especificamente do contrato para gestão do Pronto Socorro de Penápolis, município localizado a 40 quilômetros da capital paulista, na região noroeste do Estado.

“A organização criminosa em tela não foi criada exclusivamente para a prática de infrações penais. Ao mesmo tempo em que ela era utilizada para praticar desvios de verbas públicas a partir de alguns contratos, (…) havia também outros contratos nos quais não havia desvio de verbas e o serviço era prestado regularmente e/ou os produtos entregues em conformidade com a legislação”, diz um trecho da decisão.

A denúncia dividiu o grupo em seis núcleos: político, formado por agentes públicos; empresarial, que firmava os contratos com as organizações sociais; jurídico, que viabilizava as contratações com ‘produção encomendada’ de leis e decretos; chefia, formado por funcionários que recolhiam o lucro e faziam depósitos e saques em contas de laranjas; administrativo, que gerenciava o fluxo financeiro e cuidava da prestação de contas perante os órgãos de fiscalização; e lavagem de dinheiro.

Entre os condenados está o ex-vereador José Antônio Ferres Chacon e o médico Cleuer Jacob Moretto, apontado como liderança do suposto esquema.

Há outras ações derivadas da Operação Raio X em curso na Justiça estadual e também na Justiça Federal. A investigação foi desmembrada em razão do volume de provas colhidas e de contratos distintos sob suspeita. Uma das frentes atingiu o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), que foi alvo de buscas em setembro do ano passado. O governador sempre negou enfaticamente envolvimento com esquemas ilícitos.

COM A PALAVRA, OS CITADOS

Até a publicação desta matéria, a reportagem buscou contato com a defesa dos citados, mas sem sucesso. O espaço está aberto para manifestação.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN