
Cascavelense convida amiga para carregar muamba, mas é preso com 120 tabletes de maconha
Ele carregou o carro em Foz do Iguaçu e a mulher dirigiu até São Paulo achando que eram produtos do Paraguai....
Publicado em
Por Deyvid Alan

O tribunal de Justiça de São Paulo condenou um cascavelense a mais de seis anos de prisão pelo crime de tráfico de drogas.
A situação aconteceu em abril de 2021, na Rodovia SP-425, na cidade de Pirapozinho, onde durante uma abordagem, os policiais encontraram 125 tabletes de maconha que totalizaram quase 120 quilos do entorpecente.
Junto com o cascavelense estava uma mulher, moradora de Minas Gerais, que teria sido convidada pelo homem para fazer o transporte de mercadorias oriundas do Paraguai para revenda.
Com a promessa de receber R$ 500 para conduzir o veículo de Foz do Iguaçu à São Paulo, já que o cascavelense não era habilitado, a mulher aceitou a proposta e foi para Foz onde ajudaria na condução do carro.
Segundo o depoimento do cascavelense ao juiz, a mulher contratada foi direto para um hotel em Foz do Iguaçu enquanto o carro era carregado com a droga, sem que ela soubesse.
Já na rodovia SP-425 em São Paulo, os militares verificaram um veículo Spin com a traseira muito rebaixada, motivo pelo qual realizaram a abordagem.
Nesse momento o cascavelense que estava dirigindo o veículo e a mulher estava no banco como passageira e ao ser questionado pelos policiais, o homem disse que havia saído de Cascavel e estava transportando insumos agrícolas.
Depois que os militares encontraram a droga no carro, o homem foi preso e nesta semana levado à julgamento.
Em juízo o homem confessou que ter comprado a droga na cidade de Foz de Iguaçu pelo valor de R$ 280,00 o quilo, tendo pago a quantia de R$ 32 mil e não revelou quem seria o fornecedor.
Quando questionado sobre a mulher, conhecida dele de Minas Gerais, ele relatou que ela não sabia sobre a droga, e que teria aceitado conduzir o veículo acreditando que estava transportando eletrônicos e outras mercadorias do Paraguai.
As versões do cascavelense e da mineira foram corroboradas em juízo, sendo que os policiais enfatizaram que a mulher estava tranquila no momento da abordagem, e aparentou surpresa quando a droga foi apreendida.
Em decisão publicada nesta quinta-feira (02) foi compreendido que não haviam provas consistentes para sustentar a culpa da mulher pelo crime de tráfico de drogas, sendo absolvida.
Já o cascavelense foi condenado considerando que a circunstância se revelou relevante, levando-se em conta a quantidade de entorpecente apreendido.
Ele teve a pena fixada em seis anos e oito meses de reclusão em regime fechado, além de 666 dias-multa.
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