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Bolsas da Europa fecham em baixa, com maior temor pela cepa Ômicron na região

Nesse cenário, o índice Stoxx 600, que mede o desempenho de 600 empresas por todo o continente, 0,92%, a 462,96 pontos. Em Londres, o FTSE 100...

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Por Agência Estado

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As bolsas da Europa voltaram a fechar em queda nesta terça-feira, 30, após uma sessão marcada pela piora das perspectivas com relação à cepa Ômicron. Comentários do CEO da Moderna, Stéphane Bancel, sobre a provável eficácia reduzida das vacinas contra a cepa deflagraram uma onda de venda de ativos de riscos pelos mercados.

Nesse cenário, o índice Stoxx 600, que mede o desempenho de 600 empresas por todo o continente, 0,92%, a 462,96 pontos. Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 0,71%, a 7.059,45 pontos, enquanto o DAX caiu 1,18%, a 15.100,13 pontos, em Frankfurt, e o CAC 40 recuou 0,81%, a 6.721,16 pontos, em Paris.

As ações de companhias aéreas e de setores ligados a viagem operam em forte queda nesta manhã, em meio à piora da percepção sobre o risco da cepa. Em Londres, IAG (controladora de British Airway e Iberia) recuou a 2,56% e EasyJet 1,73%. Em Paris, AirFrance-KLM 2,88% e, em Frankfurt, Lufthansa baixou 2,54%.

“As preocupações com a variante Ômicron parecem estar afetando o sentimento na Europa mais do que nos Estados Unidos, o que não é de todo surpreendente quando você considera que o continente já está lutando para superar um aumento acentuado de casos Delta, mesmo sem os problemas de lidar com uma nova variante”, afirma o analista da CMC Markets, Michael Hewson.

Em Milão, o FTSE MIB 0,87%, a 25.814,34 pontos. Nas praças ibéricas, o PSI 20 0,56%%, a 5.433,05 pontos, e o IBEX 35 caiu 1,78%, a 8.305,10 pontos.

Com relação aos indicadores, o Produto Interno Bruto (PIB) da França cresceu 3% no terceiro trimestre de 2021 ante o ano anterior. Já a taxa anual de inflação na zona do euro acelerou em novembro no maior ritmo desde julho de 1991.

De acordo com a Capital Economics, olhando para o futuro, o impacto da variante Ômicron sobre a inflação será misto. “Os preços mais baixos do petróleo reduzirão a inflação de energia, mas se a variante agravar os desequilíbrios de oferta e demanda globais, a inflação de bens poderá ser mais alta por mais tempo. O efeito líquido pode ser muito pequeno, mas como as coisas estão, parece mais provável que empurre a inflação cheia para baixo e o núcleo da inflação um pouco mais para cima”, afirma a consultoria em relatório.

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