AMP
Pedro França/Agência Senado

Modelo digital traz velocidade à taquigrafia do Senado

Com a adesão ao modelo digital, os taquígrafos do Senado deixaram de depender do bloquinho de notas para fazer seus registros das discussões que acontecem na......

Publicado em

Por Agência Senado

Pedro França/Agência Senado

Quem acompanhou a CPI da Pandemia não faz ideia do volume de trabalho taquigráfico para divulgar as discussões em tempo real. Entre 13 de abril e 26 de outubro deste ano, uma equipe especializada roteirizou e degravou 390 horas de reuniões da comissão.

Com a adesão ao modelo digital, os taquígrafos do Senado deixaram de depender do bloquinho de notas para fazer seus registros das discussões que acontecem na Casa. Além de propiciar mais transparência e celeridade, a tecnologia possibilitou que esses profissionais se adaptassem ao teletrabalho em tempos de pandemia.

Parte dos diários, onde são guardadas as notas taquigráficas, datam do início do parlamento, em 1824. A diretora da Secretaria de Registro e Redação Parlamentar, Quésia de Farias, lembra a importância dessa continuidade histórica. Como exemplo, ela cita o uso das notas durante a CPI da Pandemia.

— O registro escrito é o único que é indexável e, por isso, é a fonte mais lembrada e rápida para pesquisas históricas. Durante a CPI da Pandemia também tivemos exemplos de uso, uma vez que vários senadores recorriam às notas para levantar questões de ordem e esclarecer dúvidas. As notas taquigráficas são oficiais, têm fé pública e colaboram para a transparência do processo legislativo — afirma.

Modernização e trabalho em equipe

Para registrar as notas taquigráficas, os profissionais do Senado usam o sistema Escriba, que permite fazer tudo pelo teclado, sem precisar utilizar o mouse. Isso torna o processo mais rápido. O programa deu tão certo que foi exportado para a Câmara dos Deputados.

E ganhar tempo é mesmo necessário. Uma fala de 20 minutos, por exemplo, é degravada por cinco profissionais diferentes, simultânea e sucessivamente, cada taquígrafo registra um trecho de quatro minutos. E, para que não se percam no registro, um outro profissional é previamente destacado para roteirizar a sessão. Depois de transcrito, o texto é revisado e, por fim, passa pela montagem final das notas.

Habilidades taquigráficas

A taquigrafia é um sistema de escrita abreviada, mas a transcrição do texto oral para escrito não é tarefa simples, especialmente porque deve existir respeito e fidelidade à fala do parlamentar. É preciso ser fiel e interferir o mínimo possível, além de atentar para a gramática e a norma culta, explica Quésia.

Ela lembra que, embora o Senado não conte mais com uma área denominada “taquigrafia”, o profissional formado neste método é aquele que geralmente tem as habilidades necessárias para realizar bem o trabalho. Quem ocupa esse cargo, atualmente, é chamado de analista de registro e redação parlamentar.

— É preciso conhecer muito bem a Língua Portuguesa e ter muita propriedade no uso da pontuação, que dá o sentido à fala. Além disso, foco, resistência, memória, resiliência e boa audição são características imprescindíveis para os profissionais desta área. Mesmo em revezamento, são longas horas de trabalho e é preciso ter “ouvido de taquígrafo” para fazer o reconhecimento vocal dos parlamentares, que muitas vezes têm falas sobrepostas— explica.

Serviço

As notas taquigráficas compõem o Diário do Senado Federal e a ata das reuniões das Comissões. Elas ficam disponíveis no portal do Senado, na área de Atividade Legislativa, e no site Senado Multimídia, que disponibiliza o registro dos trabalhos legislativos em áudio e vídeo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X