
Mãe atípica: apucaranense compartilha experiências no Insta
A apucaranense criou um Instagram, que hoje conta com quase três mil seguidores, onde ajuda outras mães atípicas. "Meu choro hoje é de alegria, mas já foi......
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Por CGN 1

Em busca de mais qualidade de vida para as filhas gêmeas, a mãe apucaranense Mariana Zacas encontrou na internet uma forma de compartilhar dicas com outras pessoas que passam pela mesma experiência com o autismo. Luana e Juliana, de 4 anos, receberam os diagnósticos quando tinham aproximadamente dois anos. Desde então, a mãe não parou de buscar novos conhecimentos para ajudar no desenvolvimento das pequenas.
A apucaranense criou um Instagram, que hoje conta com quase três mil seguidores, onde ajuda outras mães atípicas. “Meu choro hoje é de alegria, mas já foi de desespero. Foi muito difícil perceber que a minha filha, a Luana, que foi diagnosticada primeiro, não estava se desenvolvendo. Percebi, quando ela tinha mais ou menos 8 meses de vida, que ela tinha o corpinho mais ‘mole’ e que o planejamento auto motor dela não estava de acordo com sua idade”, recorda Mariana, que é também é mãe de Bianca, de 9 anos.
Após passar por diversos médicos, a apucaranense e o marido, o empresário Juliano Bongiolo, visitaram um médico de Curitiba, especialista no assunto, que fechou o diagnóstico de Luana, considerado na época autismo severo, quando ela tinha 2 anos e 1 mês. “Nunca vou esquecer. Chegamos no consultório dele e depois de alguns minutos ele disse que era para a gente correr e realizar pelo menos 20 horas semanais de terapias com a Luana. Por isso, resolvemos nos mudar para Balneário Camboriú, onde tem clínicas referências no tratamento do autismo”, recorda.
Passado o susto, Mariana foi chamada três meses depois pela diretora da escola em que as meninas estudam. Desta vez, o alvo da conversa era Juliana. “Ela disse que a Juju ficava colocando e tirando o sapato, repetindo os movimentos, e brincando apenas com o mesmo brinquedo. Como não tínhamos percebido ainda. Duas semanas depois, ela também recebeu o diagnóstico de autismo leve”, relembra.
Para contribuir ainda mais com o desenvolvimento das gêmeas, a apucaranense resolveu ingressar recentemente na faculdade à distância de Nutrição. Ela acredita que a alimentação influencia diretamente na qualidade de vida das filhas. “A Luana, que hoje regrediu o grau do autismo, não dormia direito e não tinha um sono reparador e fui buscar caminhos alternativos para não precisar medicá-la”, conta.
Ao conversar com outras mães, a apucaranense, que é formada em Direito, ouviu alguns benefícios de algumas dietas e apostou nas dicas, como retirar o glúten e a proteína do leite, a caseína. “Até aí não segui acompanhamento de nutricionista, nem médico. Os resultados foram surpreendentes. Em 60 dias, percebi que a Luana tinha estourado uma ‘bolha’. A disposição dela melhorou e comecei a sentir ela comigo. A partir daí veio a vontade de estudar mais”, explica.
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