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Dólar recua em meio à desaceleração do IPCA-15 e com Auxílio Brasil no foco

Os investidores repercutem a retirada da indexação do Auxílio Brasil a partir de 2023 à variação da inflação do relatório da medida provisória que define o...

Publicado em

Por Agência Estado

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O dólar abriu praticamente estável no mercado à vista, com viés de alta de 0,02%, mas passou a cair em seguida, com mínima a R$ 5,5698 até o momento, acompanhando a desvalorização predominante da divisa dos Estados Unidos ante moedas principais e a maioria das emergentes e ligadas a commodities em dia de feriado nos EUA, que mantém os mercados fechados por lá.

Os investidores repercutem a retirada da indexação do Auxílio Brasil a partir de 2023 à variação da inflação do relatório da medida provisória que define o desenho do novo programa criado para ser a marca do governo Bolsonaro. A votação da MP está marcada para esta quinta-feira, pela manhã na Câmara dos Deputados. Ainda avaliam a desaceleração dos índices de preços no País.

O principal, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de novembro, subiu 1,17%, abaixo da alta de1,20% em outubro, dentro do intervalo das projeções do mercado (de 0,86% a 1,23%), mas acima da mediana (1,14%). A prévia da inflação oficial do País registrou ainda alta de 9,57% no ano e avanço de 10,73% em 12 meses, neste caso perto do teto das estimativas dos economistas (de 10,39% a 10,80%).

Mais cedo, o IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, mostrou alta de 0,90% na terceira quadrissemana de novembro, desacelerando também um pouco após a alta de 0,98% na segunda quadrissemana do mês.

Do mesmo modo, o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC-M) desacelerou de 0,80% em outubro para 0,71% em novembro. Com o resultado, a inflação acumulada pelo índice em 12 meses passou de 15,35% para 14,69%.

Esses dados devem ajudar os investidores a calibrar suas apostas para a Selic, especialmente após o tom mais suave de declarações ontem do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Campos Neto disse ontem que a política monetária se tornou mais potente sem a pressão que era exercida por subsídios de crédito que foram retirados, o que foi entendido como sinal de que não há necessidade de acelerar as doses de aperto nos juros. Por enquanto, a curva aponta 70% de chance de alta de 200 pontos-base e 30% de probabilidade de alta de 150 p.b, considerando apenas essas duas opções. A Selic está atualmente em 7,75% ao ano.

Às 9h36, o dólar à vista caía 0,23%, a R$ 5823. O dólar futuro para dezembro recuava 0,45%, a R$ 5,5880.

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