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Apucarana realiza ações pelo fim da violência contra mulher

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, entre 10% e 52% das mulheres foram agredidas fisicamente pelo parceiro em algum momento de suas vidas. No......

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Por CGN 1

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Começa nesta segunda-feira (22) em Apucarana a campanha internacional “16 dias de Ativismo pelo Fim das Violências contra a Mulher”. Realizada simultaneamente em escala global, com a participação de seis mil organizações e 187 países, a campanha anual tem como objetivo sensibilizar a população quanto ao problema que motiva crimes hediondos e graves violações de direitos humanos.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, entre 10% e 52% das mulheres foram agredidas fisicamente pelo parceiro em algum momento de suas vidas. No Brasil, cinco mulheres são espancadas a cada dois minutos e, a cada seis horas e meia, ocorre um feminicídio – foram 1.350 crimes fatais contra mulheres em 2020, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No Paraná, uma mulher a cada 24 minutos é vítima de violência.

Para levar a sociedade local ao debate sobre o problema, a Secretaria Municipal da Mulher e Assuntos de Família promove a campanha por meio de oficinas de sensibilização e instrumentalização de residentes em saúde, alunas e alunos de cursos técnicos, grupos de jovens, profissionais de entidades municipais, além de atendimento no Ônibus Lilás e de um estande no Lagoão. No encerramento, em 10 de dezembro, será lançado o “1º Plano Municipal de Políticas para Mulheres”.

Macrorrede

Apucarana é considerada um exemplo no enfrentamento à violência contra as mulheres. A cidade dispõe de uma macrorrede de atendimento com serviços especializados, como a Secretaria Municipal da Mulher, o Centro de Atendimento à Mulher (CAM), a Delegacia da Mulher e a Procuradoria da Mulher da Câmara dos Vereadores. Atendimento e acompanhamento das mulheres em situação de violência doméstica, escuta qualificada, individual e sigilosa, orientação nas áreas de direito, serviço social e psicologia, medidas protetivas, botão do pânico, Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal, Polícia Militar, Poder Judiciário são organismos púbicos e instrumentos disponíveis no município para a proteção e defesa dos direitos das mulheres.

Para o prefeito Junior da Femac, Apucarana tem políticas públicas que visam prevenir, inibir e punir as violências contra a mulher. “Nós, aqui no município, somos severos e estamos atentos a esses crimes contra a mulher. Todos que forem denunciados terão o peso da lei sobre eles. Esta é uma questão muito grave. O agressor impede o desenvolvimento e a realização da trajetória de vida da mulher e faz vítima famílias inteiras, que são marcadas pela violência. Queremos prevenir, inibir e punir todas as formas de violência contra nossas mulheres”, defendeu.

Consequências

A violência doméstica causa danos à mulher em vários níveis. Pesquisas destacam que os mais comuns e severos são transtornos mentais como depressão e o estresse pós-traumático; ansiedade e síndrome do pânico; isolamento social e baixa autoestima; irritabilidade e crises de choro; insônia e pesadelos; problemas de concentração e memória; raiva e nojo de si mesma, pensamentos de morte e consumação do suicídio.

A secretária da Mulher Denise Canesin disse que o enfrentamento às violências contra a mulher tem prioridade na gestão municipal. “Queremos alertar, com a campanha “16 dias de Ativismo pelo Fim das Violências contra a Mulher” que estamos inteiramente empenhados em garantir os direitos de nossas mulheres e ajudá-las a superar o ciclo de violência doméstica. Entendemos que a sociedade não pode tomar por normal as violências cometidas diuturnamente contra a mulher. É necessário que desnaturalizemos essa violência – esse é um dos objetivos da campanha no município. Essa questão é prioritária na agenda da gestão municipal”, pontuou.

História

Os “16 dias de Ativismo pelo Fim das Violências contra a Mulher” homenageiam as irmãs Mirabal Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como “Las Mariposas”, assassinadas em 1960 por fazerem oposição ao governo do ditador Rafael Trujillo, que presidiu a República Dominicana de 1930 a 1961, quando foi deposto.

Em 1991, 23 mulheres de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres, lançaram a Campanha dos “16 dias de ativismo”, com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no mundo.

Elas escolheram um período de datas históricas, marcos de luta das mulheres, iniciando a abertura da Campanha no dia 25 de novembro – declarado pelo “I Encontro Feminista da América Latina e Caribe” (em 1981) como o Dia Internacional de Não Violência Contra as Mulheres – e finalizando em 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos. Desse modo, a campanha vincula a denúncia e a luta pela não violência contra as mulheres à defesa dos direitos humanos.

Dados que mostram a importância de se engajar nos 16 dias de ativismo:

O Brasil ocupa o quinto lugar no ranking mundial de feminicídio;Uma mulher é morta a cada seis horas e meia pelo fato de ser mulher (feminicídio);Em nove a cada dez casos, a mulher é morta por um companheiro ou ex-companheiro;68% das mulheres assassinadas no Brasil eram negras;Uma mulher é vítima de estupro a cada nove minutos;Uma menina de até 13 anos é estuprada a cada 15 minutos, e em 80% dos casos os agressores são conhecidos das vítimas – na maioria padrastos, pais, tios, primos, vizinhos e amigos da família;Uma mulher registra agressão sob a Lei Maria da Penha a cada um minuto;Uma mulher sofre violência doméstica a cada dois minutos;97% das mulheres já sofreram assédio em meios de transporte.

Serviço

Se você presenciou algum tipo de violência contra a mulher, denuncie, faça sua parte! A Rede de Atendimento à Mulher não para!

 LIGUE 180

CAM 0800 645 4479 ou (43) 3422-4479

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