
PCPR recebe homenagem na Alep por investigação de importunação sexual
No dia 26 de setembro, a vítima de 25 anos pedalava pela avenida Constantino Fabrício Silva Pinto, no Centro, quando foi tocada na nádega por um......
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Por PCPR

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) recebeu homenagem na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), nesta quarta-feira (17), por investigação de importunação sexual. O crime ocorreu em setembro deste ano em Palmas, região Sudoeste do Estado, e teve repercussão nacional com a divulgação da imagem da violência sendo praticada contra uma mulher enquanto ela pedalava.
No dia 26 de setembro, a vítima de 25 anos pedalava pela avenida Constantino Fabrício Silva Pinto, no Centro, quando foi tocada na nádega por um dos ocupantes de um veículo em movimento e caiu.
A PCPR começou a agir no dia seguinte ao crime com o relato do crime pela vítima em rede social. Inicialmente a mulher acreditava que tinha sido vítima de um atropelamento. O delegado Felipe de Souza fez contato com a ciclista e coletou depoimento dela no dia 27. Com o acesso à imagem de monitoramento foi constatato que ela tinha sido vítima de importunação sexual e lesão corporal.
O trabalho dos investigadores, Giselle Guimarães e Hildo Lapaz, iniciou na sequência para identificar os suspeitos. A imagem não fornecia a placa do veículo e inicialmente o objetivo era chegar a esses dados.
O carona, de 19 anos, responsável por derrubar a ciclista, foi preso em flagrante no dia 28 de setembro por importunação sexual e lesão corporal qualificada. A prisão preventiva do motorista de 21 anos ocorreu no dia 30 de setembro.
Onze dias após o crime, o inquérito policial foi relatado e remetido ao poder judiciário com o indiciamento do motorista e do carona pelos dois crimes.
HOMENAGEM – A menção honrosa da Alep, proposta pelo deputado Goura e aprovada por todos os deputados do Legislativo, foi concedida ao três servidores envolvidos no caso.
Durante a sessão plenária, o delegado da PCPR destacou a necessidade de continuar a discussão a respeito da violência de gênero. “A violência doméstica e familiar tem sido muito discutida nos últimos tempos, mas é muito importante esse debate, precisamos coibir a violência contra as mulheres. É um fato que verificamos no Brasil inteiro e não podemos deixar que caia no esquecimento essa importunação, que ocorra diariamente com as mulheres”, disse Souza.
Giselle avalia como necessário o debate sobre o crime de importunação sexual que tem sido feito no país. “A coragem da vítima em se expor incentiva outras mulheres a denunciarem e não aceitarem mais esse tipo de atitude. Acho que foi bem positiva e educativa a repercussão, que sirva de exemplo e casos como esse não fiquem impunes. Com o caso dela pudemos mostrar que a polícia tem resposta rápida”, reforçou a investigadora.
Fonte: PCPR
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