
Mãe que confessou ter matado bebê já é ré por estupro e homicídio
“O crime de homicídio foi qualificado por motivo torpe, vil, repugnante”, argumentou o promotor de Justiça, José Arturo Iunes Bobadilha Garcia, ao oferecer denúncia contra a...
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Por Diego Cavalcante

Uma jovem de 21 anos, que confessou ter matado a própria filha de 5 meses, responde na Justiça pelos crimes de estupro e homicídio qualificado por motivo torpe e emprego de asfixia. A menininha foi assassinada no dia 22 de junho deste ano, em Campo Grande, e a mãe alega que a filha estava com o “chip da besta” na cabeça.
“O crime de homicídio foi qualificado por motivo torpe, vil, repugnante”, argumentou o promotor de Justiça, José Arturo Iunes Bobadilha Garcia, ao oferecer denúncia contra a mulher, em julho.
Ele também denunciou a mãe da menina por estupro de vulnerável, já que a investigação comprovou que a mulher introduziu palito no canal vaginal e ânus da criança, causando ferimentos do bebê.
A denúncia contra a mulher, que está presa em Corumbá, foi aceita na 1ª Vara do Tribunal do Júri e testemunhas do caso começam a ser ouvidas em janeiro do próximo ano.
O crime – A mãe confessou o crime com uma versão macabra. Falou que no dia em que vacinou a filha, descobriu que ela tinha o “chip da besta” na cabeça e queria tirar isso da criança. Para isso, colocou a garotinha em uma bica d’água que servia de chuveiro.
A Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) conduziu a investigação. Na época, a delegada que estava à frente do caso, Eliane Benicasa, afirmou que não acreditava que a mãe tinha problemas psicológicos ou depressão pós-parto. “Ela ficou segurando a menina embaixo d’água, estava consciente que estava afogando a criança”, disse.
O dono do imóvel onde a mulher morava com a filha relatou que o chuveiro da casa ficou ligado por cerca de quatro horas na data do crime. Como batia na porta e ninguém atendia, resolveu desligar o registro, sem desconfiar de que ela havia matado a criança.
Visita às amigas – Após cometer o crime, no dia 22 de junho, por volta das 20h, a mulher ainda colocou a bebê no carrinho e foi até a casa de amigas na Vila Bandeirantes. Sentou, bebeu cerveja, conversou, até que as outras jovens perceberam que a garotinha estava muito quieta.
Quando tocaram na criança, perceberam que ela já estava com o corpo rígido e correram para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Leblon. Segundo as amigas, quando questionaram o que havia acontecido, e a mãe dizia: “não aconteceu nada” e ria.
A menina chegou morta ao posto de saúde, por volta das 22h, com ânus dilacerado e hímen rompido.
Insanidade – Apesar de a polícia sustentar que a mulher não é insana, amigos afirmaram que a jovem já teve “surtos” e chegou a apontar faca para um ex-namorado, sem “motivo nenhum”. Também há relatos de uso de drogas e alucinações.
Na ficha da mulher, há uma denúncia de 2016, feita pela própria mãe dela ao Conselho Tutelar, quando ela estava grávida do primeiro filho, hoje, com 4 anos. O teor da denúncia não foi divulgado. A delegada comenta apenas que a avó da criança teria dito que a filha estava “estranha” à época.
A jovem também tem vários registros na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) como vítima de ex-namorados.
Fonte: Campo Grande News
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