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Disk Chope era concorrente de licitação para pavimentação da cidade, diz delegado da PF sobre ‘Operação Jaborandi’

Os recursos desviados eram divididos entre as autoridades e empreiteiras envolvidas no esquema. Até o momento nenhuma prisão foi realizada....

Publicado em

Por Deyvid Alan

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (26/10/2021) a Operação Jaborandi, que investiga crimes de corrupção envolvendo prefeitos, servidores públicos e empreiteiros de diversos municípios da região oeste do Estado do Paraná.

O Delegado da Polícia Federal, Mateus Marins Correa de Sá, contou que as investigações estavam sendo realizadas há um ano e a polícia encontrou diversos indícios de fraudes nas licitações feitas em Umuarama e Boa Vista da Aparecida.

Segundo o delegado, durante as investigações em Umuarama, foi constatado que uma empresa de Disk Chope era concorrente da licitação para a pavimentação da cidade.

Os recursos desviados eram divididos entre as autoridades e empreiteiras envolvidas no esquema. Até o momento nenhuma prisão foi realizada.

Operação Jaborandi

Cerca de 120 policiais federais cumprem 28 mandados judiciais em 6 municípios dos Estados do Paraná (Umuarama/PR, Boa Vista da Aparecida/PR, Perobal/PR, Três Barras/PR, Santa Helena/PR e Guaíra/PR) e um do Estado do Pará (Uruará/PA), dando continuidade à investigação que começou há cerca de um ano após denúncias de que empreiteiros estariam se reunindo em conluio com chefes dos poderes executivos locais para fraudar o caráter competitivo de procedimentos licitatórios envolvendo o setor de obras de municípios da região.

Ao longo das investigações, foi possível descortinar ao menos duas organizações criminosas, estruturalmente ordenadas e com atuações bem definidas, as quais, sob a anuência e coordenação dos Prefeitos de Boa Vista da Aparecida/PR e Umuarama/PR (atualmente afastado), se reuniam para direcionar licitações a empresários integrantes do grupo, superfaturar seus valores e posteriormente pulverizá-los entre os agentes públicos e empresários que participavam do esquema.

Os investigados, na medida de suas participações, poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, fraude ao caráter competitivo de procedimento licitatório, organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas, somadas, podem chegar a 62 anos de reclusão.

O nome da operação faz referência à estrada Jaborandi, localizada no município de Umuarama/PR, sendo uma das primeiras obras que originaram a investigação.

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