CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Campos Neto: BC fará o que for preciso para trazer inflação de 2022 para meta
Brasília, 02/09/2020. Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, no lançamento da nova nota de R$ 200,00. Foto: Raphael Ribeiro/BCB

Campos Neto: BC fará o que for preciso para trazer inflação de 2022 para meta

Campos Neto ainda repetiu que o Brasil tem um dos maiores aumentos de preços de energia atualmente, mas que se deve tanto a problemas domésticos quanto...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade
Imagem referente a Campos Neto: BC fará o que for preciso para trazer inflação de 2022 para meta
Brasília, 02/09/2020. Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, no lançamento da nova nota de R$ 200,00. Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reforçou nesta sexta-feira, 15, que a autoridade monetária fará o necessário para levar a inflação à meta em 2022. “Entendemos que é importante ancorar as expectativas.”

Campos Neto ainda repetiu que o Brasil tem um dos maiores aumentos de preços de energia atualmente, mas que se deve tanto a problemas domésticos quanto a externos. Ele citou que, no Brasil, o preço da gasolina também é influenciado pelo etanol e pelos custos de transportes. O presidente do BC também destacou que os preços de energia estão crescendo “mais e mais” nos países desenvolvidos.

Quanto aos serviços, Campos Neto disse que os preços estão subindo na margem, mas continuam em níveis baixos.

Ritmo de ajuste

O presidente do Banco Central afirmou que, “sem novos choques”, a autoridade monetária tem condições de entregar a inflação na meta em 2022. Após uma sequência de declarações de diretores do BC nos últimos dias de que “não há compromisso” com o passo de alta de juros (atualmente de 1 ponto porcentual), Campos Neto disse que “a melhor maneira de agir é manter ritmo de ajuste”.

Segundo Campos Neto, os modelos do BC indicam que o nível final da taxa Selic é mais importante do que o ritmo de ajuste para alcançar o objetivo de levar inflação para a meta. Além disso, em um momento de muitas incertezas, o passo atual dá mais tempo para analisar o cenário, conforme ele. “O tempo para decifrar informações é muito valioso.”

Em relação às perspectivas futuras de inflação, o presidente do BC ainda destacou que a reprecificação dos serviços represados durante a crise não é linear e que é difícil avaliar quanto da alta desses preços está relacionada a esse repasse atrasado e quanto é indexação. Campos Neto também afirmou que a desaceleração econômica na Ásia provoca a acomodação dos preços de algumas commodities, mas ponderou que, por outro lado, há aumento da energia no mundo.

Pico

Campos Neto afirmou que o pico da inflação em 12 meses deve ser setembro (10,25%) e depois tende a convergir.

Segundo o presidente do BC, o IPCA de setembro foi melhor do que esperado, mas ele destacou que o BC não se prende a dados de alta frequência e que olha mais a tendência e os dados qualitativos.

Ele também voltou a ressaltar que os indicadores de confiança estão caindo e que a confiança dos consumidores está abaixo do indicador relacionado a empresas. O presidente do BC participa de evento online organizado pelo Goldman Sachs.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN