CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Banco Mundial eleva previsão de crescimento do PIB do Brasil de 3% para 5,3%

Para toda a América Latina e o Caribe, o Banco Mundial espera agora crescimento econômico de 6,3% neste ano, de 2,8% no próximo e de 2,6%...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O Banco Mundial publicou, nesta quarta-feira, relatório semestral sobre a América Latina e o Caribe. No documento, a entidade reviu para cima sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano e também em 2023, mas reduziu a expectativa para 2022. Agora, o Banco Mundial projeta crescimento do País de 5,3% em 2021, de 1,7% em 2022 e de 2,5% em 2023. No mesmo relatório semestral de abril, as previsões eram de 3,0%, 2,5% e 2,3%, respectivamente.

Para toda a América Latina e o Caribe, o Banco Mundial espera agora crescimento econômico de 6,3% neste ano, de 2,8% no próximo e de 2,6% em 2023.

No caso da Argentina, as previsões são de avanços de 7,5%, 2,6% e 2,1%, respectivamente, e no do México de 5,7%, 3,0% e 2,2%. Para o Chile, são de 10,6%, 2,4% e 1,8% e para a Colômbia, de 7,7%, 4,2% e 3,9%.

O relatório é intitulado “Recuperação do crescimento – Reconstruindo economias dinâmicas pós-COVID-19 em meio a restrições orçamentárias”. Na comparação com o mesmo documento de março, houve alta na projeção para o crescimento de toda a região neste ano, mas o Banco Mundial diz que a recuperação regional da covid-19 tem sido mais lenta do que se esperava “e as marcas na economia e na sociedade levarão anos para cicatrizar”. “Nunca foi tão premente a necessidade de recuperar um crescimento dinâmico, inclusivo e sustentável para enfrentar as consequências da pandemia e buscar soluções para carências sociais históricas”, afirma.

O Banco Mundial destaca o “custo social devastador” da pandemia, ao notar que, excetuando-se o Brasil, os índices de pobreza, medidos por renda domiciliar per capita até US$ 5,50 o dia, aumentaram de 24,0% a 26,7%. Para o Banco Mundial, mesmo que a recuperação econômica regional seja mais forte do que o previsto no início do ano, ela “ainda permanece mais lenta do que ditaria a atual conjuntura favorável”.

A entidade menciona alguns desafios na retomada, como a recorrência do vírus da covid-19; a perspectiva de redução na liquidez global para conter a inflação; altos níveis de endividamento e falta de clareza sobre a solidez do setor bancário; déficits orçamentários crescentes; e o aumento da dívida pública.

“A crise da Covid-19 somou-se a outra ‘década perdida’ de baixo crescimento, indicando a presença de problemas estruturais mais profundos”, afirma o Banco Mundial. Ele menciona que, de 2010 até o início da pandemia, a região da América Latina e do Caribe cresceu 2,2%, enquanto o avanço do resto do mundo foi de 3,1%.

O quadro atual torna ainda “mais urgente a busca de soluções para deficiências históricas em infraestrutura, educação, política energética, capacidade empresarial e inovação”, afirma o relatório.

A menos que esses problemas estruturais sejam enfrentados, o crescimento “provavelmente continuará anêmico” e será insuficiente para avançar no combate a pobreza e combater tensões sociais, alerta o Banco Mundial.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN