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Obesidade infantil é tema de seminário realizado virtualmente

O seminário debateu três eixos principais: Por que priorizar o tema obesidade infantil? Como os gestores públicos podem agir e como o setor de saúde pode...

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Por CGN

Um seminário com a participação do representante no Brasil do Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP), Daniel Balaban, discutiu na manhã desta quinta-feira (30) a questão da obesidade infantil. O prefeito Leonaldo Paranhos e os secretários Miroslau Bailak (Saúde) e Hudson Moreschi Junior (Assistência Social) participaram do encontro que aconteceu de forma virtual e teve, ainda, a participação do médico Allan  Cezar Araújo, membro do GAO (Grupo de Atenção à Obesidade).

O seminário debateu três eixos principais: Por que priorizar o tema obesidade infantil? Como os gestores públicos podem agir e como o setor de saúde pode impulsionar os demais setores.

O prefeito Paranhos afirmou que este é um tema que preocupa não apenas a Secretaria de Saúde, mas todas as demais pastas. “Nós temos consciência desse grande problema e, além de consciência, temos ações, que é de obrigação do poder público”, afirmou.

Desde 2017, quando as secretarias de Saúde e Educação fizeram um levantamento conjunto sobre a nutrição dos mais de 30 mil alunos da rede pública municipal de ensino, Cascavel adotou uma cardápio que valoriza a saúde e a segurança alimentar das crianças.

O prefeito Paranhos tem priorizado a política de segurança alimentar envolvendo as mais diversas secretarias. Para o próximo ano, o Programa Alimentar irá investir aproximadamente R$ 6 milhões na compra de produtos da Agricultura Familiar, que levará alimentos saudáveis, de qualidade e sem agrotóxicos, para famílias em situação de vulnerabilidade, entidades e serviços sociais.

De acordo com o secretário Miroslau Bailak, o tema preocupa pois a patologia obesidade é uma doença que leva às pessoas a terem graves problemas de saúde. “A obesidade deve ser estudada, identificada e combatida e este seminário teve exatamente esse propósito”, afirmou.

Para o secretário de Assistência Social, Hudson Moreschi, o tema precisa ser debatido por todos para buscar ações de minimizar o problema. Ele lembra que Cascavel tem feito um trabalho voltado à primeira infância e isso inclui, principalmente, medidas que garantam o bem-estar das crianças. “Temos que pensar as ações públicas imaginando o que nós faríamos se tivéssemos 95 centímetros de altura, que é a estatura média de crianças de seis anos e nisso estão incluídas medidas que garantam um equilíbrio nutricional, fazendo com que a criança tenha uma vida com qualidade”, avalia.

Recentemente, Cascavel se integrou ao Programa Urban 95, uma iniciativa internacional da Fundação Bernard van Leer que visa incluir a perspectiva de bebês, crianças pequenas e seus cuidadores no planejamento urbano, nas estratégias de mobilidade e nos programas e serviços destinados a eles.

Números

O Ministério da Saúde estima que 6,4 milhões de crianças tenham excesso de peso no Brasil e 3,1 milhões já evoluíram para obesidade.

A doença afeta 13,2% das crianças entre 5 e 9 anos acompanhadas no Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde, e pode trazer consequências preocupantes ao longo da vida. Nessa faixa-etária, 28% das crianças apresentam excesso de peso, um sinal de alerta para o risco de obesidade ainda na infância ou no futuro. Entre os menores de 5 anos, o índice de sobrepeso é de 14,8, sendo 7% já apresentam obesidade. Os dados são de 2019, baseados no Índice de Massa Corporal (IMC) de crianças que são atendidas na Atenção Primária à Saúde (SAPS).

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