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Para especialistas, lei protege Banco Central de pressão política

Para José Júlio Senna, ex-diretor do BC e chefe do Centro de Estudos Monetários do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), a autonomia...

Publicado em

Por Agência Estado

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Ao sinalizar que o ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic, hoje em 6,25% ao ano, ante os 2,0% que vigoravam até março) poderá terminar em nível mais elevado do que se imaginava inicialmente, como sugerido na ata da reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central (BC) poderá enfrentar pressões políticas. Isso porque, para levar a taxa básica a níveis mais elevados, o BC poderá entrar o ano das eleições em pleno aperto monetário. A situação poderá colocar à prova a autonomia da autoridade monetária, firmada em lei em fevereiro. Economistas ouvidos pelo Estadão, porém, apostam que o BC está protegido.

Para José Júlio Senna, ex-diretor do BC e chefe do Centro de Estudos Monetários do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), a autonomia formal, firmada em lei, servirá para “blindar” a diretoria da autoridade monetária. Sem ela, pairaria sempre a dúvida, entre os agentes de mercado, sobre a possibilidade de algum diretor ser demitido, caso oferecesse resistência a pressões políticas. “Não fosse pela autonomia (na lei), as pressões sobre o BC talvez se tornassem difíceis de resistir”, afirmou Senna.

A blindagem deverá ser necessária, pois as pressões políticas virão, disse o economista-chefe da consultoria MB Associados, Sérgio Vale. Isso porque, afirmou ele, é “muito provável” que o presidente Jair Bolsonaro continue “estressando” as perspectivas econômicas com declarações. “O ruído é inescapável. Esse governo é feito de ruídos. Vai ser difícil isso não chegar ao BC e à política monetária, mas há certo grau de proteção, pela própria lei e pelo ministro (da Economia, Paulo) Guedes, que poderá servir de anteparo”, afirmou.

Silvio Campos Neto, economista sênior da Tendências Consultoria, não vê a elevação dos juros como tema eleitoral. Ele acha que o ciclo de alta acabará em 2022 e que hoje as regras fiscais são mais relevantes no debate político. “No Brasil, na proximidade das eleições, é normal que o BC fique mais afastado e acabe não mexendo muito na política monetária”, disse.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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