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No Japão, Fumio Kishida ganha liderança do LDP e assegura eleição como premiê

Aos 64 anos, Kishida é visto como um membro do establishment que, assim como seus antecessores, apoia uma forte aliança entre os Estados Unidos e o...

Publicado em

Por Agência Estado

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Fumio Kishida, ex-ministro do Exterior do Japão, foi eleito como líder do Partido Liberal Democrático (LDP, na sigla em inglês) do Japão nesta quarta-feira, 29, o que garante que ele se torne o próximo primeiro-ministro do país.

Aos 64 anos, Kishida é visto como um membro do establishment que, assim como seus antecessores, apoia uma forte aliança entre os Estados Unidos e o Japão, e que demonstra preocupação com a forte expansão militar da China. Ele também é a favor de agressivos gastos governamentais – na casa das centenas de bilhões de dólares – para recuperar a economia japonesa do baque causado pela pandemia da covid-19.

Na primeira votação entre quatro candidatos à liderança do partido, que domina a política japonesa, Kishida teve votação muito próxima à do ex-ministro do Exterior e da Defesa Taro Kono, que tinha mais apoio entre os membros do baixo escalão da agremiação. Em um segundo turno entre os dois, com votos de parlamentares do LDP, Kishida sagrou-se vitorioso.

O Parlamento japonês deve se reunir na segunda-feira para escolher o novo premiê, e Kishida tem a vitória assegurada porque seu partido controla o Legislativo. Ele sucederá a Yoshihide Suga, que anunciou sua renúncia ao cargo no início de setembro após uma alta nos casos da covid no país.

O primeiro desafio de Kishida será manter a maioria parlamentar do LDP na câmara baixa do Parlamento em eleições que podem ser realizadas em 7 ou em 14 de novembro. Pesquisas recentes sugerem que a legenda, que governa o Japão há 66 anos, deve vencer, em parte pela redução do contágio pela pandemia.

Kishida defendeu ao longo da campanha que o Japão precisa considerar a criação de uma capacidade de ataque com mísseis para se proteger de potenciais ameaças, inclusive por parte da China e da Coreia do Norte. Ele disse que com o sistema, o Japão não faria o primeiro ataque, mas teria direito a se defender caso fosse atacado. Fonte: Dow Jones Newswires.

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