
Jovem é assassinado após recusar atender cliente que não usava máscara
O caso ocorreu no sábado, quando um funcionário de um posto de gasolina, um estudante de 20 anos, recusou-se a atender um cliente, que queria comprar uma...
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Por Deyvid Alan

As autoridades alemãs indicaram esta quarta-feira (22), que o homicídio de Alexander, de 20 anos de idade, num posto de combustível de Idar-Oberstein, no oeste da Alemanha, foi “um caso isolado”, mas a população teme uma escalada de violência decorrente dos movimentos negacionistas e de extrema-direita no país.
O caso ocorreu no sábado, quando um funcionário de um posto de gasolina, um estudante de 20 anos, recusou-se a atender um cliente, que queria comprar uma caixa de cervejas, porque ele não usava máscara.
O homem de 49 anos não gostou e saiu, mas voltou depois, desta vez usando uma máscara. Ao dirigir-se a Alexander, porém, a retirou novamente. Depois de receber novamente a ordem para usar a máscara corretamente, Mario tirou uma arma do bolso e baleou o estudante, que morreu instantaneamente, segundo a polícia. As câmaras de videovigilância captaram todo o incidente.
Os investigadores revistaram o apartamento do homem, onde encontraram a arma do crime, bem como outras armas de fogo e munições.
Embora as autoridades tenham descrito o crime como “um caso isolado”, admitiram que este revela “um grau dramático de brutalidade na sociedade.” Os mesmos alertas são feitos de forma transversal por responsáveis políticos, que condenam o crime, descrito pelo ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, como “um homicídio a sangue frio.”
O suspeito do homicídio, além de aderir a teorias da conspiração relacionadas com a pandemia, ainda terá ligações a movimentos de extrema-direita. O procurador Kai Fuhrmann disse, na segunda-feira, que ele se apresentou na delegacia local no domingo.
À polícia, declarou que se sentiu “encurralado” pelas medidas de combate à pandemia do novo coronavírus, considerando uma “violação crescente dos seus direitos” e que não viu “nenhuma outra saída”.
O grupo intitulado ‘Pensadores Livres (Querdenker)’, um movimento radicalmente oposto às medidas de combate ao SARS-CoV-2 na Alemanha, celebraram pela internet o ataque mortal.
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