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“Estão me expulsando de casa com a minha filha de sete anos”, diz mulher agredida por dentista

Além do pedido de reintegração, os avós também brigam pela guarda da neta....

Publicado em

Por Deyvid Alan

A CGN conversou com Darliane Rigotti, ex-companheira de um dentista de Cascavel, que em 2018 a agrediu violentamente na residência do então casal.

Em novembro de 2018, Darliane foi espancada no apartamento em que morava com o ex-marido e a filha e contou na entrevista que achou que iria morrer.

“Fui espancada brutalmente por ele, onde a todo momento ele dizia que iria me jogar da cobertura”.

A mulher foi salva graças à vizinha que chamou a polícia e a uma funcionária que trabalhava no apartamento. Ela passou dias internada com muitos hematomas e conseguiu uma medida protetiva contra o agressor.

Darliane contou que antes das agressões físicas, ela também foi vítima de agressões psicológicas, verbais, até o momento em que se viu desfalecer sob chutes e socos.

“Ele batia no rosto e na cabeça. Ele usava drogas, ficava fora de si e muito violento”, disse Darliane.

Depois do episódio dramático, a Justiça expediu uma medida protetiva contra o dentista, que não poderia chegar a menos de 300 metros de Darliane. Em dezembro de 2018, o agressor teria descumprido a determinação judicial ao se aproximar da mulher em um evento no colégio da filha do casal. Ele também teria mandado mensagens, o que não era permitido.

Após o descumprimento, o Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia contra o dentista que foi condenado, em primeira instância, à pena de detenção de seis meses em regime aberto. Segundo a decisão, o dentista poderá recorrer em liberdade, não havendo necessidade de prisão preventiva.

Desde então, Darliane que tem 38 anos, reside com a filha de sete anos, no mesmo apartamento desde que se casou com o dentista. Acontece que nesta semana, recebeu uma notificação judicial para desocupar o imóvel no período de 15 dias, determinado em uma ação de reintegração de posse ajuizada pelos pais do dentista, proprietários legais do apartamento.

Darliane disse que desde que o dentista casou pela primeira vez, os pais não haviam passado o imóvel para o nome do filho. Além do pedido de reintegração, os avós também brigam pela guarda da neta.

“Eles querem o apartamento de volta e eu não tenho pra onde ir com a minha filha. Os avós tem coragem de botar a neta na rua, neta de sete anos, que hoje chora porque não quer sair da casa que nasceu. É injustiça! Eles não alegam nada, só querem se vingar porque ele [o dentista] virou notícia. Outra neta mora num apartamento deles no mesmo prédio, mas eles querem tirar a minha filha apenas”, conta.

Após três anos do ocorrido, Darliane busca retomar a vida. Aos poucos voltou a sair de casa, começou a trabalhar, mas diz que o trauma dos momentos vividos não a permitem pensar em uma nova relação. Hoje, além de ser supervisora de vendas, tem planos para ajudar outras mulheres vítimas de violência doméstica.

Outro lado

A CGN procurou o dentista citado na reportagem, no entanto fomos informados pela pessoa que atendeu a ligação e se identificou como Anne Caroline que ele não irá se pronunciar sobre o assunto.

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