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ITE-Facamp cai 1,9% em julho, após ceder 0,4% em junho

Como resultado, a média móvel trimestral do ITE-Facamp cedeu de alta de 1,0% em junho para estabilidade (0,0%) em julho, interrompendo uma trajetória de crescimento observada...

Publicado em

Por Agência Estado

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O Índice de Tendência Econômica da Facamp (ITE-Facamp) de julho caiu 1,9% em relação a junho, na série com ajuste sazonal. É a segunda contração seguida do indicador, que havia recuado 0,4% na margem no mês anterior.

Como resultado, a média móvel trimestral do ITE-Facamp cedeu de alta de 1,0% em junho para estabilidade (0,0%) em julho, interrompendo uma trajetória de crescimento observada desde abril.

Na comparação com igual mês de 2020, o índice avançou 9,3%, na série sem ajuste. O ITE-Facamp acumula expansão de 10,2% nos 12 meses encerrados em julho, de 9,2% no período até junho.

“A segunda queda marginal consecutiva do ITE reforça a interpretação de que a economia brasileira enfrenta dificuldades para voltar a crescer num cenário de inflação maior, mercado de trabalho debilitado, crise energética e crise política”, escrevem os pesquisadores do Núcleo de Estudos de Conjuntura (NEC) da Facamp, em nota de divulgação do indicador.

Segundo o NEC-Facamp, o ITE-Facamp registra em 2021 taxa média mensal de queda de 0,2%, contra uma média de crescimento mensal de 3,5% de maio a dezembro de 2020. Com a inflação e o desemprego elevados, o avanço da vacinação e a demanda externa podem ser insuficientes para garantir um bom desempenho da atividade no segundo semestre e em 2022, alertam os pesquisadores.

“Não podemos esquecer que para a economia voltar a crescer não basta apenas relaxar totalmente as medidas de isolamento social. A oferta de serviços pode se normalizar, mas, se o consumidor não tiver renda e segurança para voltar a gastar, o consumo das famílias, que totaliza perto de 60% do PIB, não vai aquecer. Ademais, a alta dos juros, o baixo volume de investimentos públicos e a incerteza trazida pela crise energética e pela crise política não nos deixam muito confiantes em relação ao desempenho do investimento privado”, observa o professor do NEC-Facamp Rodrigo Sabatini.

O indicador

Segundo os pesquisadores do NEC-Facamp, o ITE possui um coeficiente de correlação (r) de 0,85 com o IBC-BR do Banco Central, principal proxy mensal do PIB brasileiro, e uma antecedência de poucos dias comparativamente a este índice.

A correlação do ITE-Facamp com o PIB trimestral é de 0,79.

O ITE-Facamp mensal tem divulgação pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) sempre entre os dias 10 e 15 de cada mês.

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