CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Lira aceita proposta de líderes e adia votação do código eleitoral para quinta

“Amanhã, ou nós resolvemos ou não votamos e a legislação fica como está”, disse Lira que queria votar a matéria ainda hoje. A sessão de amanhã...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O projeto que cria o novo Código Eleitoral chegou a entrar em votação no plenário da Câmara nesta quarta-feira, 8, mas, após apelo de líderes da Casa, o presidente Arthur Lira (PP-AL), aceitou adiar a deliberação para quinta-feira.

“Amanhã, ou nós resolvemos ou não votamos e a legislação fica como está”, disse Lira que queria votar a matéria ainda hoje. A sessão de amanhã foi convocada para as 10h.

Na semana passada, em uma tentativa de acordo, a deputada Margarete Coelho (PP-PI), relatora do projeto mudou a regra que institui uma quarentena a juízes e militares disputarem eleições. Na versão mais recente do seu texto, ela adia a vigência da nova regra de 2022 para 2026. A proposta proíbe militares, policiais, juízes e promotores de concorrerem nas eleições por um período de cinco anos após deixarem seus cargos.

Do jeito como estava, a quarentena para militares, membros do Judiciário e do Ministério Público afetava a pretensão de alguns partidos de lançar o ex-juiz Sérgio Moro como candidato a presidente em 2022.

Moro saiu da magistratura no fim de 2018 para poder assumir o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro, com quem ele posteriormente rompeu. Se fosse aprovada a versão anterior do projeto, que estabelecia a quarentena já em 2022, Moro precisaria ter deixado de ser juiz em 2017 para concorrer.

O projeto tem 371 páginas e mais de 900 artigos e busca reunir as regras vigentes sobre o funcionamento dos partidos e o sistema eleitoral em um único código. Para isso, revoga todos os artigos e demais leis relacionados a eleições.

Críticos do texto reprovam os pontos da medida e dizem que limitam a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), restringem a divulgação de pesquisas eleitorais e diminuem a transparência e fiscalização de partidos no uso dos recursos públicos.

Deputados aprovaram nesta quarta-feira três urgências de projetos vindos do Senado sobre eleições e partidos. Um deles retoma a propaganda partidária, o segundo trata das sobras nas eleições proporcionais e o último cria uma reserva obrigatória de cadeiras para mulheres nos legislativos. A intenção dos deputados é votar o mérito desses três projetos ainda nesta semana.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN