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Imagem referente a Paraná formaliza pedido de ramais para a Nova Ferroeste junto ao governo federal
Foto: Alessandro Vieira/AEN

Paraná formaliza pedido de ramais para a Nova Ferroeste junto ao governo federal

Foi feito o pedido de três ramais à concessão vigente, entre Guarapuava, no Paraná, e Dourados, no Mato Grosso do Sul. Hoje, a Ferroeste, linha de ferro...

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Por Paulo Eduardo

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Imagem referente a Paraná formaliza pedido de ramais para a Nova Ferroeste junto ao governo federal
Foto: Alessandro Vieira/AEN

O Paraná formalizou nesta quinta-feira (2), junto ao governo federal, o pedido de novos ramais da Nova Ferroeste. A solicitação foi oficializada pelo diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves, no lançamento do programa de Autorizações Ferroviárias Por Trilhos, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro e dos ministros Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Paulo Guedes (Economia) e Teresa Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Foi feito o pedido de três ramais à concessão vigente, entre Guarapuava, no Paraná, e Dourados, no Mato Grosso do Sul. Hoje, a Ferroeste, linha de ferro já existente no Paraná, opera o trecho entre Cascavel e Guarapuava, com 248 quilômetros. A concessão de 90 anos do governo federal já previa a ligação por trilhos até Dourados (MS). Agora, com a formalização, o traçado ligará Maracaju a Paranaguá e Foz do Iguaçu.

O coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes, que esteve na cerimônia, destacou a importância desse alongamento da estrada de ferro, especialmente para Maracaju, permitindo a conexão com os trilhos da Malha Oeste.

“Agora estamos efetivando o que foi acordado no ano passado quando foi elaborado o projeto”, explicou o coordenador. “É uma etapa mais burocrática, mas ela é importante para que a gente chegue ao leilão com segurança jurídica”.

Até o resultado do pedido ser divulgado, o Ministério da Infraestrutura vai realizar uma série de análises, como documentação, compatibilidade do projeto com a região escolhida e as outras linhas de ferro já existentes. Não há prazo para a conclusão do processo e divulgação do parecer definitivo.

Desde 2019 a Nova Ferroeste faz parte do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), do Ministério da Economia, que presta assistência e acompanha o andamento dos principais projetos de interesse nacional. É o único projeto do Paraná contido nesta lista.

Uma das atividades do PPI é auxiliar a sondagem de mercado. No dia 13 de setembro, por exemplo, haverá um contato com possíveis investidores. O governo federal vai capitanear uma série de apresentações da Nova Ferroeste para grupos e empresas interessados em participar do leilão de concessão do empreendimento, previsto para 2022.

Segundo o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, essa etapa será um termômetro para a receptividade do projeto. “Esse é um momento de a gente afinar a nossa modelagem econômico-financeira”, completa.

NOVA FERROESTE – O projeto prevê a construção de uma nova estrada de ferro que vai ligar Maracaju (MS) a Paranaguá (PR), além de um ramal entre Foz do Iguaçu a Cascavel. Serão 1.285 quilômetros de trilhos que devem transportar cerca de 38 milhões de toneladas no primeiro ano de operação. Destes, 26 milhões de toneladas vão seguir para o Porto de Paranaguá rumo a outros países. Será o segundo maior corredor de exportação de grãos e contêineres refrigerado do Brasil.

A desestatização da Ferroeste prevê a revitalização e modernização do trecho atual e a construção de uma nova estrada de ferro nos dois sentidos para unir por trilhos os estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul. A Nova Ferroeste vai passar por 49 municípios, 41 deles no Paraná.

Dois grandes estudos estão em andamento: o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) será finalizado ainda em setembro e o Estudo de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) tem previsão para novembro.

Para janeiro e fevereiro estão previstas as audiências públicas em todas as regiões do traçado. A intenção é colocar a ferrovia em leilão na Bolsa de Valores do Brasil (B3), com sede em São Paulo no primeiro trimestre de 2022. O consórcio que vencer a concorrência será responsável também pelas obras e poderá explorar a ferrovia por 70 anos. O investimento é estimado em R$ 30 bilhões.

Fonte: AEN.

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