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Juri sobre a morte da agente federal Melissa Almeida: Réu colaborador é ouvido no tribunal

O tribunal do júri chega ao quarto dia, sendo que, a partir de hoje, estão sendo ouvidos os réus do processo. ...

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Por Fábio Wronski

Desde segunda-feira (23), está sendo realizado o julgamento dos réus acusados de assassinarem a agente da Penitenciária Federal de Catanduvas, Melissa Almeida.

O tribunal do júri chega ao quarto dia, sendo que, a partir de hoje, estão sendo ouvidos os réus do processo.

Ao longo dos três primeiros dias foram ouvidas vinte e duas (22) pessoas. A vítima sobrevivente – policial civil marido de Melissa, o delegado da Polícia Federal que conduziu as investigações, Marco Smith, e mais vinte (20) testemunhas – sendo doze (12) de acusação, seis (06) em defesa dos acusados e duas (02) intimadas pelo juízo do caso.

Conforme o Ministério Público, hoje, o primeiro depoimento foi de um réu colaborador, Edy Carlos Cazarim. Ao todo foram duas horas respondendo as perguntas do juízo e, na sequência, foram abertos os questionamentos para as partes.

A vítima foi brutalmente assassinada por ser agente na Penitenciária Federal de Catanduvas. Segundo as investigações, o crime foi motivado em represália à atuação regular do Estado brasileiro no controle da disciplina interna nas unidades do sistema carcerário federal.

Segundo a acusação, os denunciados agiram no interesse da maior facção criminosa que atua em todo território nacional, movidos pelo propósito de vingança a funcionários e autoridades do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), e também motivados pela ideia de intimidação de toda a categoria de agentes penitenciários federais.

Melissa foi morta em frente ao condomínio onde morava com o marido e o filho, residência distante 55 km de Catanduvas. A psicóloga teve sua rotina monitorada por pelo menos 40 dias e foi considerada um alvo de “fácil alcance”, de acordo com as investigações. Por se tratar de crime contra a vida de servidor público federal no exercício de suas funções, a competência para julgamento é do Tribunal do Júri da Justiça Federal.

Em razão da pandemia, não será permitida a entrada da imprensa. O júri será integralmente filmado e depois os vídeos serão disponibilizados no processo. Diariamente, ao fim do dia, será enviado um resumo dos acontecimentos da sessão.

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