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Em manifestação de servidores da Unioeste, empresário é agredido por homem com camiseta da CUT

Ronaldo Pohl realizava uma live contra à esquerda, sendo que foi cercado por alguns dos manifestantes, que tentavam quebrar o celular do trabalhador ...

Publicado em

Por Fábio Wronski

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Nesta quarta-feira (18), a equipe da CGN conversou com o empresário Ronaldo Pohl que sofreu represálias durante uma manifestação que ocorria no Calçadão Central de Cascavel.

Lá, docentes da Unioeste realizavam uma paralisação em adesão à Greve Nacional em Defesa dos Serviços Públicos, quando o conflito ocorreu.

Segundo o homem, ele é contrário à esquerda, sendo que iniciou uma transmissão ao vivo pelo Facebook para expor a questão que estaria ocorrendo no local.

Durante a live, dois homens que estavam na manifestação se aproximaram do homem, sendo que começaram a cercá-lo.

Em determinado momento, um deles, o qual estava com uma camiseta da CUT (Central Única dos Trabalhadores) começou a agredir o homem e tentar danificar o celular que era utilizado na transmissão.

O empresário relatou que já foi acadêmico da Unioeste por duas vezes e não concorda que o que está sendo feito dentro da Universidade.

Ronaldo Pohl também destacou que o movimento da classe é legítimo, entretanto, os envolvidos não têm o direito de tentar impedir a expressão das outras pessoas e, muito menos, agir de forma agressiva, em forma de censura.

Atualização: 19/08/2021 às 12h00

Surpreendida pela notícia de uma alegada agressão relatada pelo ex-vereador de Marechal Cândido Rondon Ronaldo Pohl (PSD), a coordenação da Frente Sindical e Popular (FSP) de Cascavel, responsável pela organização da manifestação em defesa dos serviços públicos ocorrida nesta quarta-feira (18) em Cascavel, lamenta o ocorrido e informa que não teve informação do episódio durante a realização da manifestação. Ressaltamos que em todas as manifestações há reiteradas orientações a todos para que não respondam a provocações. Destacamos que em nenhuma das manifestações, anteriormente organizadas pela FSP, ocorreu qualquer tipo de incidente, e primamos coletivamente para que não volte a ocorrer. Deste modo, dada a relevância da FSP e sobretudo o respeito que temos a quem nos acompanha, prestamos os seguintes esclarecimentos:

  • O ato público realizado ontem em frente à Catedral de Cascavel integra o movimento nacional contra a Reforma Administrativa proposta por um Projeto de Emenda Constitucional aqui denominado PEC-32 e foi organizado pela FSP de Cascavel, que congrega entidades sindicatos de trabalhadores dos setores público e privado e entidades políticas e culturais. O ato foi organizado como atividade da greve dos serviços públicos contra a PEC32 deliberada num encontro nacional (de forma virtual) com a participação de mais de cinco mil servidores.
  • A FSP se constitui a partir de reivindicações trabalhistas e sociais, tendo se destacado neste ano na luta pela vacinação para todos, em defesa da vida, da educação e da garantia a alimentação. A FSP tem se posicionado contra ao governo Bolsonaro, sobretudo porque este governo tem se colocado como empecilho no combate à pandemia e como protagonista da retirada de direitos trabalhistas conquistados durante décadas.
  • A PEC32 está recheada de inconstitucionalidades, e tem um direcionamento ideológico e político, pois atribui aos servidores e servidoras os problemas da crise atual. Se aprovada, a PEC32 irá retirar direitos das servidoras e servidores públicos, impedindo progressões e evoluções na carreira do servidor, além de permitir contratações de servidores sem concurso público. A PEC32 ataca a moralidade pública, com a possibilidade de indicação e apadrinhamentos para definição de cargos púbicos. E para piorar subsidia o Estado aos interesses do mercado, ou seja, as empresas privadas terão prioridade nas escolhas dos interesses econômicos dos serviços que o Estado não oferecerá mais, abrindo a possibilidade de cobranças por serviços públicos que hoje são gratuitos, como saúde, educação e segurança! Isso afetará as três esferas municipais, estaduais e federais. Fato curioso é que esta PEC32 não abrange os servidores militares, os magistrados, e os membros do ministério público e políticos, ou seja: os que recebem os maiores salários. Somos servidoras e servidores públicos, somos trabalhadoras e trabalhadores, a nós cabe o direcionamento e o modo de ação das nossas lutas.
  • Nesse sentido, diante do fato da matéria da CGN apresentar o ato da FSP como atividade da UNIOESTE, cabe esclarecer que os (as) dirigentes sindicais (ADUNIOESTE E SINTOESTE),as trabalhadoras e trabalhadores docentes e demais servidores e servidoras da Universidade, participaram da Greve e do Ato respaldados nas assembleias de seus sindicatos que, diga-se de passagem, são democráticos, livres e independentes com relação a partidos políticos. No entanto, o ato não foi promovido apenas ou especialmente por estas entidades, mas pelo conjunto de sindicatos e movimentos que constituem a FSP.
  • Além disso, embora reconheçamos que o veículo nos tenha conferido o direito de resposta ao episódio, este ocorreu somente após a publicação da matéria sobre a suposta agressão. Ou seja, quem leu ou assistiu ao material teve acesso a uma visão unilateral e equivocada do episódio e não necessariamente lerá esta nota de esclarecimento quando publicada. Portanto, considerando a importância do jornalismo na defesa da verdade, sobretudo em tempos de fake news, avaliamos como irresponsável a postura do veículo, ao publicar uma matéria com informações inverídicas, que mancham a imagem da Unioeste, já tão atacada enquanto universidade pública.
    Para terminar, reafirmamos nosso repúdio qualquer forma de violência contra manifestantes, inclusive e principalmente aquelas que partem de governantes contra as servidoras e servidores que num passado próximo foram publicamente reprimidos e agredidos fisicamente em praça pública.
    Respeitamos a democracia e a liberdade de expressão, porém estamos cientes da importância de nossa luta, do seu papel relevante contra o desmonte de Estado e os direitos dos cidadãos. Nesse sentido manteremos nossa luta unificada na certeza de que somente com ela conquistaremos um Brasil melhor para todos.

Nota da redação

Diferente do que foi afirmado no texto divulgado pela assessoria da Adunioeste, o direito de resposta foi oferecido no momento em que a publicação foi realizada.

A resposta, entretanto, foi encaminhada à reportagem quase um dia, após a solicitação, sendo que o espaço sempre ficou aberto.

Ainda durante o encaminhamento do texto, a assessoria de comunicação justificou a demora para o retorno diante da construção coletiva do texto a ser encaminhado. Desta forma, a reportagem nunca faltou com a verdade, visto que as imagens comprovam a agressão e desde o início manteve contato com os representantes dos servidores públicos.

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