CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Gastos sujeitos a teto federal sobem 2% até novembro

Gastos sujeitos a teto federal sobem 2% até novembro

Ministério Público conseguiu aumentar limite em R$ 121 milhões ...

Publicado em

Por Fábio Wronski

Publicidade
Imagem referente a Gastos sujeitos a teto federal sobem 2% até novembro

As despesas sujeitas ao teto federal de gastos subiram 2% de janeiro a novembro na comparação com o mesmo período do ano passado, divulgou hoje (27) o Tesouro Nacional. O crescimento, no entanto, apresenta diferenças entre os Poderes.

Os gastos do Executivo incluídos no teto subiram 1,8% na mesma comparação. O aumento chegou a 7,8% para o Legislativo, 6,8% para o Judiciário e 5,9% para o Ministério Público da União de janeiro a novembro. Somente os gastos da Defensoria Pública da União apresentaram queda, recuando 2,7%.

Pela regra do teto de gastos, o limite de crescimento das despesas do governo equivale aos gastos totais de 2016 corrigidos todos os anos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação. Além disso, a folga não executada em um ano passa para o ano seguinte.

Nos três primeiros anos de vigência do teto de gastos, o Poder Executivo compensa eventuais estouros dos demais Poderes. O mecanismo vigora até este ano. A partir de 2020, cada Poder terá de cortar gastos por conta própria para enquadrar-se no teto.

Considerando a folga de anos anteriores e o sistema de compensações, o gasto individual de quase todos os Poderes ainda está crescendo menos que o permitido. As despesas do Executivo têm margem para crescer até 9,3%. Para os demais Poderes, o crescimento máximo corresponde a 11,4% para o Legislativo, 9% para o Judiciário e 11,7% para a Defensoria Pública da União.

Somente as despesas do Ministério Público da União (MPU) estão aumentando acima da margem permitida: 5,9% contra crescimento máximo de 5,7%. Os números contemplam um recente acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) que incorporou ao teto de gastos R$ 105 milhões do auxílio-moradia para o MPU aos gastos de 2016. Em valores corrigidos pela inflação, a medida elevou em R$ 121 milhões o teto de gastos para o órgão em 2019.

Regra de ouro

O Tesouro Nacional prevê uma sobra de R$ 40,4 bilhões para cumprir a regra de ouro em 2019. A insuficiência para este ano correspondia a R$ 208,5 bilhões, mas, no fim de maio, o Congresso aprovou um crédito suplementar de R$ 248,9 bilhões que permitiu ao governo emitir títulos públicos para cobrir gastos da Previdência Social, do Bolsa Família e de subsídios agrícolas.

Para 2020, o Tesouro estima que a insuficiência para o cumprimento da regra de ouro corresponderá a R$ 362 bilhões, mas o valor pode cair para R$ 130,2 bilhões com o uso de superávits financeiros, como R$ 162,6 bilhões dos lucros do Banco Central em 2018 e no primeiro semestre de 2019 e R$ 69,2 bilhões de devoluções antecipadas de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro.

Estabelecida pelo Artigo 167 da Constituição, a regra de ouro determina que o governo só pode emitir títulos públicos no mercado financeiro para cobrir despesas de investimentos ou refinanciar a própria dívida. Na prática, a limitação obriga o governo a pedir autorização ao Congresso para estourar o teto de endividamento durante o exercício fiscal. A Proposta de Emenda à Constituição Emergencial (PEC Emergencial) prevê que a autorização seja aprovada junto com o Orçamento do ano seguinte.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN