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Bolsas de NY fecham em queda, observando dados nos EUA e Powell

O índice Dow Jones recuou 0,79%, aos 35.343,28 pontos, o S&P 500 teve baixa de 0,71%, aos 4.448,08 pontos, e o Nasdaq cedeu 0,93%, aos 14.656,18...

Publicado em

Por Agência Estado

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As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira, pressionadas por indicadores macroeconômicos nos Estados Unidos que tiveram resultados abaixo do esperado por investidores. Investidores ainda acompanharam falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, um dia antes da divulgação da ata da última reunião de política monetária da entidade.

O índice Dow Jones recuou 0,79%, aos 35.343,28 pontos, o S&P 500 teve baixa de 0,71%, aos 4.448,08 pontos, e o Nasdaq cedeu 0,93%, aos 14.656,18 pontos.

A queda de 1,1% das vendas no varejo dos Estados Unidos entre junho e julho deste ano foi puxada por menores vendas de automóveis no período, de acordo com o ING. Em relatório, o banco holandês afirma que, sem este setor, o desempenho do varejo americano em julho teria sido apenas 0,4% inferior ao do mês anterior.

Em resposta, ações de montadoras despencaram nesta terça em Nova York. A General Motors encerrou o dia com perdas de 4,68%, seguida pela queda de 3,49% da Ford. Já a Tesla caiu 2,98%. Ainda entre ações, o papel do Walmart recuou 0,03% nesta terça, após a companhia relatar lucro no segundo trimestre de 2021 34% menor em relação ao do mesmo período do ano passado.

O ING avalia, porém, que o resultado nas vendas do varejo é esperada e não representa uma “calamidade”, já que elas ainda estão em nível superior ao do período anterior à pandemia de covid-19. Menos otimistas, Capital Economics e Pantheon Macroeconomics, veem impacto da variante delta do coronavírus nos hábitos recentes de consumidores nos EUA.

Outro indicador que afetou os negócios em Nova York mais cedo, o índice de confiança das construtoras americanas caiu a 75 neste mês. Já a produção industrial de julho avançou 0,9% em comparação com junho, acima da expectativa de alta de 0,5% de analistas.

Em relatório a clientes, o Commerzbank considera que a economia dos EUA está perdendo parte do ímpeto visto durante a recuperação, já que os dados do país não são claramente positivos como nos últimos meses. O banco alemão não vê, porém, a possibilidade do Fed ser dissuadido de seu plano de reduzir suas compras de ativos no quarto trimestre de 2021 por conta dos indicadores.

Durante sessão de perguntas e respostas nesta terça, o presidente do BC americano, Jerome Powell, afirmou que ainda é incerto o impacto da variante delta do coronavírus sobre a atividade, e disse que não será possível “simplesmente retornar” à economia do período pré-pandemia. Segundo o banqueiro central, a covid-19 ainda afeta a produtividade do país e deve continuar a fazê-lo “por algum tempo”.

Para a BMO Capital Markets, a ata da reunião de julho do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed, que sairá na quarta-feira, virá com certo atraso, dada a incerteza recente provocada pelo recrudescimento da pandemia de covid-19, em meio à disseminação global da cepa delta, inclusive nos EUA. De qualquer forma, “investidores estarão procurando detalhes sobre o ritmo da redução gradual das compras de ativos e a data de início do tapering, que suspeitamos não estar iminente”, conclui a casa.

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