CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Juros ficam perto da estabilidade, monitorando cenário político e exterior

Nesta sexta, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, teve de atuar como bombeiro para apaziguar a escalada da tensão entre o presidente Jair Bolsonaro e o...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

A curva de juros continuou afetada pelos ruídos políticos e piora do risco fiscal e, em menor grau, pelo impacto do payroll (dado de emprego norte-americano) forte. As taxas fecharam perto da estabilidade, com viés de queda na ponta curta e de alta na longa. Concluídos os ajustes ao comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado espera agora a ata da reunião para eventuais correções de exagero, mas de olho em Brasília e no estresse entre os Poderes.

Nesta sexta, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, teve de atuar como bombeiro para apaziguar a escalada da tensão entre o presidente Jair Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ajudando a evitar o que se viu na curva nos últimos dias. A postura do Ministério da Economia, que, segundo fontes, vai vetar tudo o que não foi combinado no Refis, também contribuiu para estancar a sangria.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou com taxa de 6,475%, de 6,483% no ajuste anterior e a do DI para janeiro de 2023 passou de 8,179% para 8,155%. O DI para janeiro de 2025 encerrou com taxa de 9,05%, de 9,085% no ajuste anterior. A do DI para janeiro de 2027 fechou em 9,40%, de 9,393%.

Enquanto a ponta curta oscilou de forma mais comedida, os longos passaram por um vaivém durante a sessão.
O mercado já amanheceu pesado pelos eventos da quinta noite, com o corte de diálogo do STF com o Executivo e a discussão no Senado sobre retirar os precatórios da regra do teto, e estressou mais depois do payroll mostrar criação de 943 mil vagas em julho, ante consenso de 900 mil. O resultado pressiona a política monetária acomodatícia do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), reforçando o debate em torno da antecipação do tapering.

Nesse contexto, as taxas locais foram empurradas para cima já na primeira hora de negócios e o alívio veio com a informação apurada pelo Estadão/Broadcast de que o novo Refis aprovado no Senado não tem concordância da equipe econômica. Se o texto passar na Câmara, a recomendação será o veto de tudo o que não foi combinado, o que inclui o parcelamento amplo com descontos e multas para as empresas que não tiveram queda de faturamento durante a pandemia. Ainda, a proposta de retirada das despesas com o pagamento de precatórios do teto de gastos será abortada, pois também estaria fora do acordo.

No começo da tarde, vieram as declarações de Pacheco defendendo o diálogo entre os Poderes e o sistema eleitoral brasileiro e as taxas chegaram a virar para queda. Mas o movimento durou pouco, na medida em que Bolsonaro em seguida voltou a atacar o presidente do TSE, Luis Roberto Barroso, e as urnas eletrônicas e os juros zeraram o recuo.

“A instabilidade política e institucional segue testando limites e não vemos qualquer elemento mostrando mudança no curto prazo. Tal instabilidade tende a piorar com a proximidade das eleições e na medida em que as taxas de aprovação de Bolsonaro continuam caindo”, afirma o economista-chefe do Haitong, Marcos Ross.

As turbulências em Brasília afetam principalmente ponta longa, que também é onde mais atua o investidor não residente. “Imagina para um investidor estrangeiro entender toda essa confusão”, afirma o analista de Investimentos Renan Sujii, para quem é hora de entrar em cena o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. “Bolsonaro tem tomado a frente de tudo, vamos ver como ele (Ciro) vai fazer essa articulação”, disse.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN