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Imagem referente a Estudos da UEL avaliam resistência de pragas da soja a defensivos agrícolas
Às vésperas de completar 50 anos de reconhecimento pelo MEC – 7 de outubro de 1971 – a UEL lança um concurso para a escolha do Selo Comemorativo de 50 Anos, que será utilizado entre 2021 e 2022. - LOndrina, 28/06/2021 - Foto: Divulgação UEL

Estudos da UEL avaliam resistência de pragas da soja a defensivos agrícolas

A lagarta da soja e o percevejo marrom são incômodos persistentes dos produtores, embora, neste ano, as exportações do grão devam contabilizar 135 milhões de toneladas,...

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Por CGN 1

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Imagem referente a Estudos da UEL avaliam resistência de pragas da soja a defensivos agrícolas
Às vésperas de completar 50 anos de reconhecimento pelo MEC – 7 de outubro de 1971 – a UEL lança um concurso para a escolha do Selo Comemorativo de 50 Anos, que será utilizado entre 2021 e 2022. - LOndrina, 28/06/2021 - Foto: Divulgação UEL

Formas de driblar a alta resistência de pragas da lavoura de soja a defensivos agrícolas, biológicos e químicos são o foco de duas pesquisas de doutorandas do Programa de Pós-graduação de Genética e Biologia Molecular, do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

A lagarta da soja e o percevejo marrom são incômodos persistentes dos produtores, embora, neste ano, as exportações do grão devam contabilizar 135 milhões de toneladas, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A produção de soja no Brasil vem atingindo sucessivos recordes em vários estados e com o controle das pragas e o auxílio da ciência, podem avançar ainda mais.

Segundo Renata da Rosa, do Departamento de Biologia Geral, coordenadora do projeto denominado “Sequenciamento e Análise do Genoma de Duas Espécies de Insetos-Pragas da Soja: Euschistus heros e Anticarsia gemmatalis”, o controle do percevejo marrom e da lagarta são essenciais para melhorar a produtividade e, também, as formas de interação entre produtor e meio ambiente.

“Ao encontrar formas de conter a resistência aos defensivos, também pretendemos ajudar a mudar as práticas de controle”, afirma a pesquisadora.

Renata orienta os trabalhos de Larissa Forim Pezenti, que estuda a resistência da lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis) a um agrodefensivo biológico feito com base no BT (bacillus thuringiensis), e de Jaqueline Dionísio, que analisa a resistência do percevejo marrom (Euschistus heros) ao inseticida químico organofosfarato. “Ambas as pesquisas estudam insetos que estão em estágio descontrolado de reprodução. São problemas sérios nas lavouras”, avalia Renata.

A pesquisa é feita em parceria com a Embrapa Soja, com o pesquisador Daniel Ricardo Sosa Gomez, e o professor Rogério Fernandes de Souza, coordenador do Laboratório de Bioinformática e professor do Departamento de Biologia Geral.

Segundo Jaqueline, a resistência do percevejo marrom ao inseticida ocorre por motivos variados, desde a aplicação contínua do defensivo a problemas de ordem ambiental. Ao não observar resultado com a pulverização, o produtor aplica mais e mais em uma mesma região, o que seleciona percevejos resistentes por seleção genética.

“O modo de ação é o mesmo e os insetos tendem a ficar concentrados, sem se dispersar. Isso cria mecanismos de resistência, os quais estamos avaliando”, comenta. Entre os mecanismos, que são provocados por alterações genéticas dos percevejos, estão o de identificação do odor do inseticida, o da alteração da cutícula (que retarda a entrada do inseticida no organismo) e, por fim, o de um conjunto de genes que retarda o metabolismo do inseto e dificulta a absorção.

Em todos os casos, a pesquisa passa por encontrar um controle biológico não agressivo ao meio ambiente, ou reduzir a aplicação dos defensivos químicos. “São produtos ofensivos à saúde e ao meio ambiente, se usados demais. Tudo isso ocorre, também, pois muitos produtores não respeitam os 10% de refúgio para não cultivo de soja transgênica”, avalia a pesquisadora.

Já o controle da lagarta da soja – que pode desfolhar todas as regiões da planta, das folhas à raiz – é feito pelo BT (bacillus thuringiensis). A pesquisa confronta o desempenho de plantas expostas ao bacilo e não expostas para avaliar prováveis mudanças genéticas.

“Encontramos nos genes dos insetos analisados que tiveram contato com o inseticida receptores de toxinas, mas o comportamento delas é bem complexo. É o que estamos estudando daqui para frente”, avalia a pós-graduanda.

PESQUISAS NA ÁREA – O grupo de pesquisa coordenado por Renata está ativo desde 2015 e acumula trabalhos na área. Larissa e Jaqueline, por exemplo, já concluíram o mestrado como pesquisadoras do grupo e prosseguem na pesquisa. Compõem o grupo cerca de 10 pesquisadores, da pós-graduação à graduação, com bolsistas de Iniciação Científica (IC) Júnior, mestrado e doutorado, além de professores.

As informações são da AEN-PR.

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