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Arezzo compra a MyShoes para vender sapatos pelo Mercado Livre

Mesmo sem fazer postagens há mais de dois anos, a MyShoes tem quase 250 mil seguidores no Facebook e mais de 190 mil no Instagram. A...

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Por Agência Estado

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Depois de um ano de negociações, Mercado Livre e Arezzo fecharam oficialmente uma parceria. A Arezzo adquiriu a marca MyShoes, que havia sido descontinuada pela TVZ em 2019. A grife, com foco nas classes B e C, terá suas coleções vendidas com exclusividade pelo Mercado Livre. O valor pago pelos direitos da marca não foi revelado e, segundo a Arezzo, a aquisição fez sentido pela facilidade de criar um novo negócio usando um nome já conhecido.

Mesmo sem fazer postagens há mais de dois anos, a MyShoes tem quase 250 mil seguidores no Facebook e mais de 190 mil no Instagram. A primeira coleção será lançada com cerca de 500 modelos de calçados e bolsas. Por meio da parceria com o Mercado Livre, será possível fazer entregas no mesmo dia, quando os pedidos forem feitos até as 11h, já que o estoque ficará na logística da gigante do e-commerce.

O marketplace havia procurado a calçadista em meados de 2020 para que marcas de sapatos fossem vendidas em sua plataforma. A conversa ficou em modo de espera até três meses atrás, quando a Arezzo sugeriu fazer isso por meio de uma nova empresa. “Nesse ano, eu procurei o Fernando Yunes (CEO do Mercado Livre no Brasil) para fazermos uma coisa diferente. Em vez de o Mercado Livre criar sua marca própria, minha ideia foi: ‘Quem sabe eu não entrego uma marca envelopada para o Mercado Livre?'”, disse Alexandre Birman, presidente da Arezzo & Co., ao Estadão/Broadcast.

Mas o apetite do Mercado Livre para a moda é maior do que apenas uma marca. Yunes afirma que a parceria começa com a My Shoes, mas que a intenção é distribuir também Arezzo, Anacapri e Schutz. “A Reserva (adquirida pela Arezzo em 2020) já trabalha com a gente e vai muito bem. Agora vem a MyShoes, e as outras marcas ficam no ‘pipeline’ para a gente”, disse.

Birman pondera, no entanto, que a relação deve evoluir aos poucos: “Nas outras marcas, porém, a gente tem de dar um passinho depois do outro, porque eu tenho meu próprio e-commerce e não tenho as minhas marcas em nenhum marketplace”, afirma.

É exatamente por isso que a Arezzo escolheu entrar no Mercado Livre com um novo nome. Os preços médios do novo segmento serão de R$ 159, para calçados, e de R$ 229 para bolsas. Esses valores são mais baixos do que os praticados hoje pela Anacapri – por ora, a marca mais em conta do grupo.

O lançamento da marca recém-adquirida deve contar com a cantora Simaria. Em um estilo de contrato cada vez mais comum de publicidade, ela deve ter uma espécie de comissão sobre as vendas dos produtos.

Líder

O Mercado Livre responde por cerca de 40% das vendas de vestuário, bolsas e calçados da web no País, mas vê chance de expansão. “A penetração do e-commerce nesse setor no Brasil está na casa de 10%. Nos EUA, esse porcentual é de 25% e, na China, de quase 40%. Para o Mercado Livre desbravar sozinho esse setor, levaria um tempo. Numa parceria com a Arezzo, acreditamos que a velocidade é outra”, diz Yunes. Moda e calçados representam, hoje, de 5% a 10% das vendas do site.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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