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Em nova operação, PCPR mira cartorário e ex-cartorários com esquema de R$ 30 milhões

A PCPR cumpriu oito mandados de busca e apreensão. Celulares, computadores e documentos foram apreendidos durante a ação....

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Por Deyvid Alan

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou nesta terça-feira (13) uma ação para apurar fraudes em cartórios cometidas por uma organização criminosa que agia nos Cartórios dos Serviços Distritais de Lindoeste e Santa Tereza do Oeste, no Oeste. Estima-se que o prejuízo às vítimas seja superior a R$ 30 milhões.

A PCPR cumpriu oito mandados de busca e apreensão. Celulares, computadores e documentos foram apreendidos durante a ação.

O inquérito policial foi instaurado em junho de 2020, após requisição da 7ª Promotoria de Justiça de Cascavel, visando apurar crimes de falsificação de documento púbico, falsidade ideológica e relacionados.   

Um dos alvos é um ex-funcionário do Serviço Distrital de Lindoeste que foi afastado do cartório por decisão judicial. Os outros envolvidos são empresários da região e o titular do cartório.  

Durante as investigações, a PCPR também apurou que o cartório do município de Lindoeste teria sido vendido irregularmente pelo titular por R$ 200 mil, mais R$ 15 mil mensais pagos de forma vitalícia.

Essa é a segunda fase da operação, que teve a primeira ação deflagrada em outubro de 2020. Na ocasião, cinco suspeitos foram presos, além da apreensão de carros, computadores, documentos e celulares.

GOLPES – Segundo a PCPR, a prática consistia em transferências fraudulentas de veículos e imóveis, lavagem de dinheiro, certidões de óbito e nascimentos falsas para extinguir a punibilidade de criminosos em processos criminais, além da fabricação de RGs falsos.

A PCPR ainda apurou que esses documentos eram utilizados para aplicação de golpes no Paraná e em outros estados.  

Os indivíduos ostentavam um padrão de vida não condizente com o trabalho que realizavam nos serviços distritais, com posse de veículos de alto padrão e moradia em condomínios caros.

CONTINUAÇÃO – As investigações da Divisão Estadual de Combate à Corrupção de Cascavel (Deccor) continuam com a análise do material apreendido, que pode revelar novos detalhes dos crimes, bem como outros envolvidos.

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