CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Juros: Exterior, serviços e reforma do IR impulsionam taxas

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou em 5,84%, de 5,829% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

s juros fecharam a terça-feira em alta, mais acentuada nos vencimentos longos, refletindo a grande influência do ambiente externo sobre a curva local. Pela manhã, as taxas já subiam em função da inflação americana acima do esperado e do bom desempenho mostrado pelo setor de serviços em maio, além do leilão de NTN-B com oferta absorvida integralmente. À tarde, o movimento ganhou força com o aumento da pressão nos Treasuries, por sua vez, em reação ao leilão de T-Bonds de 30 anos. O parecer da reforma do Imposto de Renda (IR), apresentado hoje pelo relator Celso Sabino (PSDB-PA), esteve em segundo plano, mas a perda de arrecadação gerada pelos cortes nas alíquotas, a princípio, traz desconforto pelo lado fiscal.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou em 5,84%, de 5,829% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 subiu de 7,329% para 7,44%. O DI para janeiro de 2025 encerrou com taxa de 8,43%, de 8,375%, e a do DI para janeiro de 2027 passou de 8,773% para 8,85%.

O spread entre os DIs para janeiro de 2022 e janeiro de 2027 avançou de 295 pontos-base ontem para 301 pontos. O exterior respondeu, em boa medida, pelo ganho de inclinação na curva, inicialmente com o índice de inflação ao consumidor nos EUA que subiu 0,9% em junho, levando a inflação anual a 5,4%, maior nível desde 2008, e depois com a disparada dos yields dos Treasuries. A percepção é de que o resultado do CPI pode antecipar os planos de retirada dos estímulos monetários pelo Federal Reserve e, até mesmo, o timing para a subida dos juros, o que afetará o fluxo para mercados emergentes.

Além do CPI, pesou sobre a curva americana o leilão de US$ 24 bilhões em T-Bonds de 30 anos. A taxa bid-to-cover, um indicativo da demanda pelos títulos, ficou abaixo da média recente. O retorno da T-Note de dez anos, referência para os juros locais, chegou a 1,43%, ante nível de 1,36% ontem.

Por aqui, os destaques foram a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) e o parecer da reforma do IR, que favoreceram uma postura mais defensiva em juros na medida em que podem ter impacto negativo sobre a inflação e a área fiscal. O volume de serviços em maio subiu 1,2% ante abril, acima da mediana das estimativas (+1,0%) e com revisão em alta no dado de abril ante março de 0,7% para 1,3%. Foi o melhor resultado na margem desde 2011 e o setor já opera 0,2% acima dos níveis pré-pandemia.

Na reforma do IR, as alterações propostas no parecer indicam redução de carga tributária em R$ 30 bilhões, com compensação bancada, segundo o relator, pelo ganho de arrecadação gerado pela recuperação da economia e crescimento maior do PIB, além da economia vinda dos supersalários e redução de incentivos fiscais. Sabino disse que teve o apoio do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN