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Imagem referente a Técnicos do Estado e da União sobrevoam o Centro-Sul para estudos do impacto ambiental da Nova Ferroeste

Técnicos do Estado e da União sobrevoam o Centro-Sul para estudos do impacto ambiental da Nova Ferroeste

Logo pela manhã, a equipe foi recebida pelo governador Carlos Massa Ratinho Júnior, no Palácio Iguaçu, em Curitiba. De lá embarcaram no helicóptero para o sobrevoo...

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Por Deyvid Alan

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Imagem referente a Técnicos do Estado e da União sobrevoam o Centro-Sul para estudos do impacto ambiental da Nova Ferroeste

Nesta quinta-feira (08), a equipe formada por técnicos do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Funai (Fundação Nacional do Índio) e Ministério da Economia sobrevoaram o trecho entre a Serra do Mar e o Centro-Sul do Paraná para verificar o traçado da Nova Ferroeste na região. Acompanhados por representantes do Grupo de Trabalho do Plano Estadual Ferroviário eles acompanharam o trajeto por onde devem passar os trilhos da linha férrea, que vai ligar Maracaju (MS) a Paranaguá (PR).

Logo pela manhã, a equipe foi recebida pelo governador Carlos Massa Ratinho Júnior, no Palácio Iguaçu, em Curitiba. De lá embarcaram no helicóptero para o sobrevoo que durou mais de duas horas.

“O direcionamento deste projeto é promover o desenvolvimento econômico de uma maneira sustentável. A participação dos órgãos licenciadores nesse processo é fundamental”, enfatizou o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes.

Um dos locais mais importantes avistados no trajeto é a Terra Indígena Rio das Cobras. Localizada em Nova Laranjeiras, no Centro-Sul do Estado, a área fica a menos de 10 quilômetros de onde passará a ferrovia e será estudada para avaliar os impactos do aumento no fluxo de carga no local.

Para Carla Costa, coordenadora-geral de Licenciamento Ambiental da Funai, esse sobrevoo ajudou a entender a distribuição das aldeias e como elas estão organizadas próximo à Ferroeste. “Dessa maneira se consegue ter essa visão macro de como é a interação do povo indígena com a ferrovia”, explicou ela.

A secretária de Apoio ao Licenciamento Ambiental e à Desapropriação, do Ministério da Economia, Rose Hofmann, explicou que essa relação da terra indígena com a ferrovia requer muita atenção para tentar reduzir ao máximo os impactos. “Procuramos harmonizar essa convivência”, declarou.

TRAÇADO REVISTO – A preocupação com as comunidades indígenas fez com que o traçado fosse revisto ao longo da elaboração do projeto. “No primeiro desenho a ferrovia iria passar perto de cinco terras indígenas. Com a ajuda da equipe de engenharia mudamos esse traçado e hoje vamos impactar somente esta área que fica próxima aos trilhos já existentes”, explica o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes.

RIO DAS COBRAS – Na Terra Indígena Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras, vivem cerca de 3.200 índios das etnias Kaigang e Guarani. A área de 18 mil hectares foi destinada exclusivamente aos indígenas pelo Governo do Paraná em 1901.

A maioria dos habitantes vive da lavoura e dos programas de distribuição de renda do Governo Federal. “Vamos estudar se haverá impactos ou não. Se houver serão definidas medidas para evitar impactos negativos e minimizar sempre que for possível. Aqueles que não puderem, serão compensados”, completa Carla Costa, da Funai.

A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) é quem analisa o Componente Indígena, contido nos Estudos de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) do Corredor Oeste de Exportação. Uma reunião virtual com a comunidade indígena está marcara para o próximo dia 13 de julho.

Serão apresentados os termos que devem ser realizados o estudo para a aprovação conjunta dos líderes indígenas, da Funai e do Grupo de Trabalho do Plano Estadual Ferroviário.

GUARAPUAVA – Em Guarapuava a comitiva conheceu o pátio da Ferroeste e seguiu por terra até Cascavel. Nesta sexta-feira os técnicos irão a Foz do Iguaçu visitar alguns pontos do futuro ramal que vai ligar o município a Cascavel. Nesta quarta-feira (7), eles estiveram no Porto de Paranaguá.   

A Nova Ferroeste é a única ferrovia estadual contida no PPI (Programa de Parcerias e Investimentos), que contém as prioridades para o Governo Federal.

“Quando um projeto é qualificado no PPI, ele ganha prioridade nacional e a nossa secretaria no Ministério da Economia dá suporte em todo o andamento do processo”, explica Rose Hoffmann. “Por isso, essa interação com o governo federal se dá desde a fase de estudos e elaboração do projeto até a conclusão da obra. O nosso trabalho é garantir que o projeto seja sustentável até o final da linha. Enquanto estiver na carteira do PPI esse acompanhamento será constante”.

A representante do Ministério da Economia destaca que por conta do traçado e da localização a comunidade indígena e a conservação de áreas verdes são os aspectos mais relevantes para o licenciamento ambiental. Em especial Paranaguá e Foz do Iguaçu que, lembra ela, ainda mantêm uma parcela da Mata Atlântica muito bem conservada.

NOVA FERROESTE – Com 1.285 quilômetros de extensão, a Nova Ferroeste ligará Mato Grosso do Sul e Paraná, criando um dos mais importantes corredores de exportação do Brasil.

A expectativa é viabilizar o transporte de 38 milhões de toneladas de carga no primeiro ano de funcionamento. Destes, 26 milhões de toneladas seriam exportadas pelo Porto de Paranaguá.

A área de influência direta abrange 925 municípios de três países: 773 do Brasil, 114 do Paraguai e 38 da Argentina. No Brasil o projeto impacta diretamente 435 cidades do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, totalizando 9 milhões de pessoas.

A fase de estudos deve ser finalizada ainda este ano, logo depois serão feitas as audiências públicas. No primeiro quadrimestre de 2022 o projeto vai a leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O empreendimento está orçado em R$ 25 bilhões. A empresa ou consórcio vencedor vai executar a obra e poder explorar a estrada de ferro por 60 anos.

Fonte: AEN

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