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IPCA de junho é o mais elevado para o mês desde 2018, afirma IBGE

Em junho de 2020, o IPCA ficou em 0,26%. Como consequência, a taxa acumulada pelo IPCA em 12 meses acelerou de 8,06% em maio para 8,35%...

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Por Agência Estado

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A alta de 0,53% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho foi o maior resultado para o mês desde 2018, quando havia subido 1,26%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 8. “O contexto da época era o das paralisações dos caminhoneiros”, lembrou André Almeida, analista do IBGE. O resultado fez a taxa de inflação em 12 meses atingir o maior patamar desde setembro de 2016, quando estava em 8,48%.

Em junho de 2020, o IPCA ficou em 0,26%. Como consequência, a taxa acumulada pelo IPCA em 12 meses acelerou de 8,06% em maio para 8,35% em junho, ante uma meta de 3,75% perseguida pelo Banco Central este ano. O IPCA está acima do teto da meta para este ano, que seria de 5,25%.

O grupo Alimentação e bebidas saiu de uma elevação de 0,44% em maio para um aumento de 0,43% em junho, dentro do IPCA. O grupo contribuiu com 0,09 ponto porcentual para a taxa de 0,53% do IPCA no mês.

A alimentação no domicílio acelerou o ritmo de alta de 0,23% em maio para 0,33% em junho, sob impacto, principalmente, da elevação de 1,32% nas carnes, que subiram pelo quinto mês consecutivo. As carnes acumulam um aumento de 38,17% em 12 meses.

Por outro lado, ficaram mais baratos a batata-inglesa (-15,38%), cebola (-13,70%), tomate (-9,35%) e frutas (-2,69%).

A alimentação fora do domicílio subiu 0,66% em junho, desacelerando em relação a maio, quando tinha avançado 0,98%. O lanche subiu 0,24%, enquanto a refeição aumentou 0,85%.

Habitação

As famílias gastaram 1,10% a mais com habitação em junho, uma contribuição de 0,17 ponto porcentual para a taxa de 0,53% registrada pelo IPCA no mês passado. A energia elétrica aumentou 1,95% em junho. Embora tenha subido menos que no mês anterior (5,37%), a conta de luz ainda foi o item de maior impacto individual no IPCA do mês, uma contribuição de 0,09 ponto porcentual.

Em junho, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 2 – acrescentando R$ 6,243 à conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos – em substituição à bandeira vermelha patamar 1 que vigorou em maio (cujo acréscimo era menor, de R$ 4,169). Além disso, houve um reajuste médio de 8,97% nas tarifas em Curitiba a partir de 24 de junho.

A taxa de água e esgoto ficou 1,04% mais cara em junho, em consequência de reajustes em São Paulo e Curitiba. Em Brasília, houve redução média de 2,74% nas tarifas a partir de 1º de junho.

O gás de botijão subiu 1,58% em junho, enquanto o gás encanado aumentou 5,01%.

Transporte

Os gastos das famílias com transportes passaram de uma elevação de 1,15% em maio para uma alta de 0,41% em junho, um impacto de 0,09 ponto porcentual sobre a taxa de 0,53% registrada pelo IPCA. Os combustíveis subiram 0,87% em junho, acumulando uma alta de 43,92% nos últimos 12 meses. A gasolina aumentou 0,69%, um impacto de 0,04 ponto porcentual sobre a inflação, após os preços já terem subido 2,87% em maio. Também ficaram mais caros em junho o etanol (2,14%), óleo diesel (1,10%) e gás veicular (0,16%).

Saúde

As famílias gastaram 0,51% a mais com Saúde e cuidados pessoais em junho, o equivalente a um impacto de 0,07 ponto porcentual na inflação do IPCA. A alta foi influenciada, principalmente, pelo plano de saúde, que ficou 0,67% mais caro, uma contribuição de 0,03 ponto porcentual para o IPCA de junho. Também houve pressão do aumento de 0,68% dos itens de higiene pessoal, impacto também de 0,03 ponto porcentual na inflação.

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