CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a CCJ inicia sessão: projeto de demarcação de terra indígena é item único na pauta

CCJ inicia sessão: projeto de demarcação de terra indígena é item único na pauta

A análise estava agendada para ontem, mas foi cancelada, após a Polícia Militar do Distrito Federal e indígenas entrarem em confronto em frente à Câmara. O...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade
Imagem referente a CCJ inicia sessão: projeto de demarcação de terra indígena é item único na pauta

Após conflitos com a comunidade indígena, a Câmara volta a analisar nesta quarta-feira, 23, alterações significativas nas regras sobre a demarcação de terras dos povos tradicionais. O relatório do depurado Arthur Maia (DEM-BA) é o item único na pauta da sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), iniciada por volta das 10h.

A análise estava agendada para ontem, mas foi cancelada, após a Polícia Militar do Distrito Federal e indígenas entrarem em confronto em frente à Câmara. O ato contra o projeto foi organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). A PM usou bombas de gás lacrimogêneo e os manifestantes revidaram com flechas. Como forma de encerrar o conflito, que durou cerca de 50 minutos, deputados intervieram e a presidente da CCJ cedeu e resolveu adiar a sessão.

O projeto retira do Palácio do Planalto a competência de definir a demarcação de terras indígenas e transfere para o Congresso. O texto do relator, deputado Arthur Maia (DEM-BA), estabelece um marco temporal para definir o que são as terras demarcadas como território indígena.

De acordo com a proposta, são consideradas terras indígenas aquelas áreas que em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição, eram habitadas em caráter permanente por índios ou usadas para atividades produtivas e obrigatórias para a preservação dos recursos ambientais necessários à existência dos povos nativos.

O texto é alvo de críticas de defensores dos povos tradicionais. Um dos pontos é a abertura de brechas no texto para flexibilizar o contato com os indígenas isolados. Um dispositivo no texto prevê que “no caso de indígenas isolados, cabe ao Estado e à sociedade civil o absoluto respeito a suas liberdades e meios tradicionais de vida, devendo ser ao máximo evitado o contato, salvo para prestar auxílio médico ou para intermediar ação estatal de utilidade pública”. Essa ressalva à uma possível intermediação à ação estatal e de utilidade pública é a parte questionada.

Nota técnica do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) afirma que o projeto é inconstitucional e que o “direito indígena é cláusula pétrea e não se submete a reformas”.

No parecer, Arthur Maia diz enxergar os indígenas como cidadãos brasileiros. “Pretendemos conceder-lhes as condições jurídicas para que, querendo, tenham diferentes graus de interação com o restante da sociedade, exercendo os mais diversos labores, dentro e fora de suas terras, sem que, é claro, deixem de ser indígenas”, diz.

Em discurso após o protesto, Arthur Lira criticou o protesto de terça-feira. “Não acho que seja coerente por parte de qualquer parlamentar ou de qualquer cidadão impedir trabalhos e pautas legislativas dessa casa. Sejam elas nas comissões, como é o caso do PL 490 que está longe de vir a plenário, ou de qualquer assunto de qualquer comissão”, disse o deputado.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN