Juros: Curva amplia desinclinação com payroll abaixo do esperado pelo mercado

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 caiu de 5,122% na quarta-feira a 5,045% hoje. O DI janeiro 2023 recuou de...

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Por Agência Estado

Os juros futuros tiveram mais um dia de queda firme em todos os vértices, à medida que o mercado segue reavaliando o cenário fiscal como mais benigno, impulsionando o otimismo com ativos brasileiros. A curva termina a semana com a menor inclinação desde março de 2020, quando considerado o diferencial entre os contratos de janeiro 2022 e janeiro 2027. Houve hoje ainda grande contribuição do exterior, onde a geração de vagas nos Estados Unidos em maio abaixo do estimado pelo mercado tirou força do debate sobre a retirada de estímulos pelo Federal Reserve, o que provocou queda das taxas dos Treasuries e do dólar globalmente.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 caiu de 5,122% na quarta-feira a 5,045% hoje. O DI janeiro 2023 recuou de 6,713% a 6,635%. O janeiro 2025 cedeu de 7,805% a 7,70%. E o janeiro 2027 passou de 8,344% a 8,24%. O diferencial entre os vértices 2022 e 2027 cedeu de 322 pontos-base na sessão passada a 319,5 pontos, o menor desde 19 de março de 2020 (280 pontos).

Na comparação com a sexta-feira da semana passada, esse diferencial cedeu 20 pontos-base, em mais uma constatação do aumento do otimismo com o Brasil – o que contribui para a sensível desinclinação da curva.

O movimento vem desde meados de maio, quando a divulgação da arrecadação de abril mostrou a resiliência da atividade econômica mesmo em meio à segunda onda da covid-19, mas ganhou corpo com os dados fiscais do quarto mês do ano, semana passada, e com o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, ambos superando o consenso do mercado.

Hoje, vale ressaltar, a Bolsa renovou pico histórico nominal (130.125,78 pontos no fechamento) e o dólar à vista cedeu ao menor valor desde 10 de junho de 2020.

Este recuo adicional do dólar, aliás, também ajuda a tirar pressão do trecho médio e longo da curva de juros. Além da aposta com Brasil, o exterior deu a sua contribuição para a redução da moeda americana, em meio à leitura do relatório de emprego (payroll) dos Estados Unidos.

Em abril, segundo o Departamento do Trabalho, houve geração líquida de 559 mil empregos em maio, resultado que ficou abaixo da mediana de 700 mil coletada pelo Projeções Broadcast.

Com a chance do debate sobre o ‘tapering’ adiado (por enquanto), o dólar viu espaço para ceder globalmente, assim como os rendimentos dos Treasuries.

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